segunda-feira, 25 de julho de 2011

O blog "Um Aprendiz de História" concorre ao prêmio TOP BLOG 2011

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domingo, 24 de julho de 2011

A História do Videogame - 2008

2008

ANIVERSÁRIOS DE 2008
Divulgação
Console de maior sucesso da Sega, o Mega Drive completou duas décadas de vida
20 anos da série "Ninja Gaiden"
15 anos do Atari Jaguar
15 anos do videogame 3DO
10 anos do Dreamcast, da Sega
10 anos da série "Half-Life"
Normalmente, início de ano é uma época de calmaria para a indústria de games, mas no Brasil a paz foi quebrada logo em janeiro pela proibição da comercialização de "Counter-Strike" e "EverQuest", em decisão proferida pelo Juízo da 17ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Minas Gerais. Citando o Código de Defesa do Consumidor, o Procon considerou os jogos "impróprios para o consumo, na medida em que são nocivos à saúde", e fez buscas para recolhê-los de lojas e lan houses. Meses depois foi a vez de "Bully" ser proibido no Rio Grande do Sul pelo Ministério Público local.

Durante a Game Developers Conference, em fevereiro, nos Estados Unidos, gigantes como Microsoft, Intel, AMD, Nvidia e Activision Blizzard anunciaram a formação da PC Gaming Alliance (PCGA), cujo objetivo é fazer a plataforma, ofuscada pelos consoles, voltar a brilhar - em 2007, o computador representou apenas 14% do total das vendas de games. Ainda assim, 2008 foi um ano de poucos destaques exclusivos para PC, que viu a chegada de "Spore", simulador de vida de Will Wright, e de "Wrath of the Lich King", segunda pacote de expansão para "World of WarCraft".

Por falar no MMO da Blizzard, o inabalável "World of WarCraft" atingiu a marca de 11 milhões de assinantes e chegou a países como a Rússia, mas continuou fora do Brasil. Por outro lado, títulos como "Age of Conan" e "Warhammer Online", de Funcom e Electronic Arts, respectivamente, chegaram para tentar abocanhar usuários do game. Mas a missão era um tanto ingrata, já que "Warth of the Lich King", com 2,8 milhões de cópias vendidas em 24 horas, tornou-se o jogo para PC mais rapidamente vendido da história até então, superando o feito da expansão anterior.

Reprodução
Em junho, a produtora de "God of War: Chains of Olympus" anunciou que desistia do PSP, devolvendo os kits de desenvolvimento e considerando o portátil como "uma era encerrada". A Ubisoft, por outro lado, prometeu apoio e disse considerá-lo uma "plataforma importante". Em 2008, as vendas do PSP caíram nos EUA e Europa, mas alcançaram ótima performance no Japão.
Os primeiros meses do ano foram de poucos lançamentos, mas a chegada de "Devil May Cry 4" e do curioso "Patapon", exclusivo do PSP, em fevereiro, abriram a porteira: no mês seguinte, o portátil da Sony recebeu "God of War: Chain of Olympus" e o Wii, por sua vez, viu a chegada do ansiado "Super Smash Bros. Brawl", que colocou personagens com Sonic, Solid Snake e Mario para brigar nas arenas do console.

Em abril foi a vez de "Grand Theft Auto IV", estréia da franquia da Rockstar Games no PlayStation 3 e Xbox 360, que desbancou o livro "Harry Potter e as Relíquias da Morte" e transformou-se no maior lançamento de entretenimento de todos os tempos, deixando para trás inclusive games, filmes, e outros livros. Foram 3,6 milhões de unidades vendidas no primeiro dia nas lojas, gerando US$ 310 milhões - "Halo 3", recordista anterior entre os games, conseguira US$ 170 milhões em 2007.

Foi um ano difícil para algumas produtoras, como a Tecmo, que viu o polêmico Tomonobu Itagaki, produtor de séries como "Ninja Gaiden" e "Dead or Alive", pedir demissão do estúdio interno Team Ninja e ingressar com uma ação contra a distribuidora acusando-a de não pagar gratificações. A Tecmo, por sua vez, rebateu Itagaki dizendo ter sido mal-interpretada e criticando Itagaki por levar todo o crédito pelos títulos produzidos pelo restante do Team Ninja. Por causa do imbróglio, as ações da Tecmo chegaram a cair mais de 10%. Meses depois, a empresa anunciou uma fusão com a Koei.

IPHONE ENTRA NA BRIGA
Divulgação
Com o lançamento do iPhone 3G, a Apple ingressou no mercado de portáteis. Para se ter uma idéia, Neil Young, que era executivo da Electronic Arts, deixou a companhia e fundou a ngmoco, dedicada à produção de games para iPhone e iPod - Gameloft, Square Enix e a própria EA foram outras companhias que, logo de cara, investiram nos aparelhos. Além de um hardware capaz de performances comparáveis a dos DS e PSP, o iPhone conta ainda com câmera e GPS.
Já LucasArts e Electronic Arts demitiram 500 funcionários cada uma. Enquanto a produtora de George Lucas procurou encarar a decisão como algo normal, conseqüência do que chamou de "ciclo de projetos", a EA culpou o prejuízo líquido de US$ 310 milhões no 2º trimestre do ano fiscal de 2008, além dos efeitos da crise financeira que se espalhou pelo mundo durante o ano. A Midway, por sua vez, amargou prejuízo acima do esperado, fechou um estúdio em Los Angeles, cancelou, projetos e demitiu cerca de 90 funcionários.

A situação pioraria até o final do ano: a Midway, ameaçada de falência, voltou a demitir - desta vez, 180 funcionários, o equivalente a 25% da força de trabalho da companhia. A Electronic Arts interrompeu planos de expansão no Canadá, reduziu o número de lançamentos do ano seguinte, anunciou o fechamento de nove estúdios internos (incluindo a EA Black Box, de "Need for Speed" e "Skate") e terminou 2008 com a demissão de, no total, 1.000 empregados, o equivalente a 10% de sua força de trabalho na época. A Sony, por sua vez, colocou 8.000 funcionários no olho da rua.

No mês de maio, a Nintendo levou "Wii Fit" às prateleiras e, mais uma vez, causou alvoroço na mídia e entre os não-jogadores. Graças ao aplicativo de ginástica, um dos produtos mais procurados do Natal, muita gente sem tempo para freqüentar academias passou a praticar exercícios com a ajuda da Balance Board.

Em um ano de acontecimentos importantes para a indústria nacional de games, o anúncio da instalação de um estúdio da Ubisoft em São Paulo, no mês de junho, foi certamente o mais importante deles. Cerca de 20 profissionais foram contratados para trabalhar no primeiro projeto da filial, dirigida por Bertrand Chaverot: um título da série "Imagine", para Nintendo DS, voltada a meninas entre 8 e 14 anos (o chamado público "tween", mistura dos termos "teen" e "between").

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Temporada de lançamentos começou mais cedo, com "Metal Gear Solid 4" (PS3);...
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...mais para o final do ano, "Guitar Hero: World Tour" chegou para competir com "Rock Band";...
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..."LittleBigPlanet" foi uma das melhores escolhas do PS3...
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...e no Xbox 360, o explosivo "Gears of Wars" ganhou continuação.
Em 12 de junho, como se sabe, celebra-se o Dia dos Namorados, mas para os proprietários do PS3 a data marcou outra comemoração: a chegada de "Metal Gear Solid 4", cujas vendas - 4,5 milhões de unidades em 2008 - ajudaram a impulsionar os lucros da Konami. Novamente, Hideo Kojima se superou, fechando com chave de ouro a saga por ele criada.

Em julho, foi realizada talvez uma das edições mais insossas da E3, que não contou com a participação de Activision, Vivendi Games, LucasArts e Id Software - todas deixaram a ESA (Entertainment Software Association), organizadora do evento. O resultado? Poucas novidades. A maior foi o anúncio de "Final Fantasy XIII", até então cotado como exclusivo do PS3, para Xbox 360. A Nintendo, por sua vez, revelou o Wii MotionPlus, acessório para o Wii Remote que melhora a sensibilidade e precisão do controle. Já a Sony anunciou a redução de US$ 100 no preço do modelo de 80 GB de PlayStation 3, que passou a custar US$ 400. O pacote substituiu o modelo de 40 GB, mantendo todas as suas funções.

Muito pouco para aquela outrora conhecida como a principal e maior feira de games do mundo. A manutenção do formato enxuto - em 2008, foram 39 expositores e cerca de 5.000 convidados - gerou duras críticas de produtoras como Electronic Arts e Nintendo. Meses depois, a ESA anunciou que, no ano seguinte, a E3 voltaria ao antigo formato, para dezenas de milhares de visitantes e com estandes superproduzidos.

A sinergia entre a música e os games deu show: os lançamentos de "Rock Band 2" e "Guitar Hero: World Tour", de Electronic Arts e Activision, respectivamente, sedimentou um gênero que caiu nas graças do público. Se em 2007 ambas as franquias arrecadaram US$ 1 bilhão, a expectativa para as continuações era ainda melhor. Jimi Hendrix, The Who e Guns n' Roses foram alguns dos ícones do rock que pintaram nos games musicais. Enquanto "Rock Band 2" apostou em uma lista mais eclética, de Duran Duran a Bob Dylan, "Guitar Hero: World Tour" incorporou bateria e microfone à brincadeira. Nintendo e Konami tentaram pegar carona na onda, com "Wii Music" e "Rock Revolution", mas não obtiveram muito sucesso.

Em setembro, a Microsoft anunciou o fechamento da Ensemble Studios logo após o término do desenvolvimento de "Halo Wars", para Xbox 360. O estúdio, comprado pela Microsoft em 2001, estava trabalhando também em um MMO de "Halo" e se disse chocado com a decisão que, "motivada por questões fiscais, não foi fácil", segundo a fabricante do console.




"METAL GEAR SOLID 4", "WII FIT", "GTA IV" E OUTROS (2008)

Conforme analistas previam e materiais publicitários deixaram escapar, o preço do Xbox 360 foi cortado: o modelo Arcade, sem disco rígido, passou a custar US$ 200, enquanto o Pro, incorporando HD de 60 GB, ficou por US$ 300. Por fim, o Elite, preto e com 120 GB de HD, passou a valer US$ 400. No Brasil, o console, com 60 GB, cabo HDMI e dois jogos inclusos - "Too Human", "Project Gotham Racing 4" -, ficou por R$ 1899. O valor contudo, foi para R$ 2399 em novembro, graças à alta do dólar.

Reprodução
Foram R$ 15 milhões em investimentos e quatro anos do suor de uma equipe que, em 2008, contava com mais de 70 profissionais, números suficientes para fazer de "Taikodom", segundo a produtora catarinense Hoplon Infotainment, o maior projeto de jogo desenvolvido no Brasil. Em outubro, após tanto esforço, adiamentos e reformulações, o jogo viu a luz do dia, introduzindo o conceito de Massive Social Game (MSG) ao colocar milhares para cooperar e lutar entre si.
Pelo mundo, o Brasil foi reconhecido enquanto mercado e citado por empresas como Nintendo e Sony, muito embora não da forma que os jogadores gostariam. Reggie Fils-Aime, presidente da Nintendo of America, reconheceu que o país tem potencial para ser o maior mercado da América Latina, mas deixou claro que isso não vai acontecer enquanto a carga tributária permanecer tão alta. Em plena era do PS3, a Sony, por sua vez, obteve autorização para fabricar o PlayStation 2 em território nacional, anunciado o lançamento local da plataforma para 2009.

Mesmo com 194.288 visitantes, recorde de público para a Tokyo Game Show, a tradicional feira de games japonesa, realizada em outubro, teve uma edição discreta em 2008, com pouquíssimas novidades e focada nos lançamentos do final do ano. Sobrou espaço para discussões acerca da crise no mercado de games local que, segundo o próprio tema do evento, precisa pensar de forma global para voltar aos tempos de glória. Executivos de produtoras como Square Enix, Capcom e Namco-Bandai, admitiram que o Japão não é mais o principal pólo criador de games, mas mostraram confiança ao dizer que a crise será superada.

Disponíveis no mercado desde 2004, PSP e DS receberam novas edições: o PSP-3000 investiu na tela, com melhor contraste e anti-reflexo, especialmente útil em locais externos e muito iluminados, além do microfone interno, cujo objetivo foi estabelecer o portátil como dispositivo de comunicação, principalmente para os interessados em usar o Skype; já o DSi apresentou duas minicâmeras e uma entrada para cartão de memória padrão SD, que permitiu o download de software para o aparelho.

A Tectoy escolheu o mês de novembro para revelar o Zeebo, videogame desenvolvido em parceria com a Qualcomm, e que tem na alça de mira os países emergentes. Fabricado nas instalações da companhia em Manaus e com lançamento programado para 2009, o aparelho não utiliza mídia física: todos os games serão armazenados no HD do aparelho, e baixados através de uma rede 3G proprietária, a ZeeboNet3G. Com potencial semelhante ao do PlayStation 2, o Zeebo recebeu suporte de grandes publishers, como Capcom, Sega, Activision, 3D Realms, Id Software e Electronic Arts.

Que final de ano é prolífico em lançamentos, isso já se sabe, mas a safra de 2008 foi admirável, com direito a continuações de best-sellers de anos anteriores - "Gears of War 2" e "Resistance 2" -, que se mostraram maiores e melhores, e clássicos que voltaram à tona em grande forma, como o remake de "Chrono Trigger" para DS e "Fallout 3", para PC, PS3 e Xbox 360. Já "Call of Duty", game mais vendido em 2007, retornou à Segunda Guerra Mundial em "World at War", enquanto o RPG "Fable 2", de Peter Molyneux, englobou uma vida inteira dentro do Xbox 360.

"TABULA RASA" NO ESPAÇO
Divulgação
Richard "British" Garriott, criador de "Ultima", foi o 6º turista a pagar cerca de US$ 30 milhões para viajar ao espaço. Garriott ainda concretizou uma campanha de marketing em torno de "Tabula Rasa", sua mais recente criação na época, mas nem isso salvou o RPG online do fracasso: a NCSoft, empresa que o produtor já havia deixado, anunciou a desativação dos servidores do game.
Houve espaço também para o surgimento de franquias inéditas, como "Dead Space", competente "survival horror" da Electronic Arts, e "LittleBigPlanet", título para PlayStation 3 que apresentou o mascote "sack boy" e primou por explorar a criatividade dos usuários na criação de conteúdo.

Foi um ano pródigo para os "indies" que, sem muito alarde, contaram com a ajuda de serviços virtuais como a Xbox Live e o WiiWare para divulgar suas criações. Os cavaleiros de "Castle Crashers" e os quebra-cabeças de "Braid", ambos para Xbox 360, caíram nas graças da crítica e do público. Foi assim também com "World of Goo", para PC e Wii, que usou a criatividade para divertir - e muito.

No final do ano, a Microsoft liberou a atualização New Xbox Experience para a Live, rede online do Xbox 360. A principal novidade era a possibilidade criar um avatar 3D, e depois se reunir com até oito pessoas para conversar e jogar. A navegação também ganhou elementos tridimensionais e os jogos, por sua vez, opção de instalação no disco rígido.

Pouco depois, em dezembro, foi a vez da Sony, enfim, inaugurar a sua comunidade virtual, a PlayStation Home, ainda que em forma de beta aberto. No mundo virtual para o PS3, , o jogador é representado por um avatar, que pode ser personalizado da aparência à constituição física, sem falar nas roupas e acessórios. Cada "habitante" tem um apartamento e pode circular também por áreas públicas, inclusive algumas temáticas, inspiradas em jogos ou mesmo produtoras. É possível não apenas interagir com outras pessoas, mas também jogar minigames.

Entre as fabricantes de consoles, 2008 foi caracterizado pela grande superioridade da Nintendo, principalmente nos EUA, onde chegou a vender dois milhões de unidades do Wii, líder entre os consoles, no mês de novembro, o que, junto com as também fortes vendas do Nintendo DS, gerou uma arrecadação de US$ 500 milhões. Ainda por lá, o Xbox 360, embalado pelo corte no preço, manteve-se à frente do PlayStation 3. Se o console da Sony definitivamente não engrenou no Ocidente, ao menos a companhia viu o portátil PSP ficar entre os primeiros no Japão, boa parte graças a "Monster Hunter Portable 2nd G". O Wii também foi campeão entre os consoles em terras nipônicas, e o Nintendo DS, junto com o novo DSi, ficou no mesmo patamar do PSP.


Fonte; Uol Jogos

quinta-feira, 21 de julho de 2011

A história do Videogame - 2006

2006

Reprodução
Com os jogos da geração 'Touch' e design revigorado, o DS se tornou uma máquina de imprimir dinheiro da Nintendo. A versão Lite chegou aos Estados Unidos em 11 de junho custando US$ 129.

No começo do ano, a Nintendo revelou o DS Lite, uma versão remodelada do portátil, 40% menor e com tela mais brilhante, além de pequenas "mudanças cosméticas", como o reposicionamento dos alto falantes e do microfone. O Japão recebeu o aparelho primeiro, em março; em junho, foi a vez dos Estados Unidos.

Em março, a Sony foi notícia ao realizar um evento intitulado PlayStation Business Briefing 2006 que, embora voltado a criadores de jogos e parceiros da indústria, trouxe uma notícia de interesse bem mais amplo: o PlayStation 3, até então previsto para meados do ano, chegaria apenas em novembro. O principal motivo para o adiamento foram os ajustes do formato de mídia Blu-ray.

Se por um lado PlayStation 3 ganhava uma definição, por outro a Sony decidiu interromper a produção do PlayStation, que chegou às prateleiras em dezembro de 1994, no Japão. Além de desbancar a Nintendo, tornando-se o novo líder entre os consoles domésticos, o aparelho foi o primeiro a ultrapassar a marca de cem milhões de unidades vendidas, deixando um acervo de mais de dois mil títulos.

O Xbox 360, em março, recebeu dois jogos que, finalmente começaram a mostrar o potencial do console: "Ghost Recon Advanced Warfighter", simulador de ação tática, e "Elder Scrolls IV: Oblivion", RPG épico com centenas de horas de duração.

Reprodução
De início, o novo nome gerou revolta, mas acabou pegando.
Em abril, a Nintendo anunciou o nome definitivo do seu novo console, até então conhecido como Revolution: o título Wii foi escolhido pela semelhança com a palavra "we" ("nós", em português), para simbolizá-lo como o "console de todos". Tratava-se também de um nome fácil de ser memorizado nos países ao redor do mundo. Não agradou a todos de começo, mas a escolha se mostraria certa no futuro.

Em um ano crucial para a E3, a ESA (Entertainment Software Association), responsável pela organização da feira de games, estabeleceu normas mais severas para a contratação de "booth babes", modelos que, vestidas em trajes provocantes, promovem os produtos dos expositores. Los Angeles testemunhou uma das edições mais significativas da feira, graças à presença do PlayStation 3 e do Wii, ambos em forma jogável, e às tradicionais conferências das gigantes dos videogames:

Reprodução
Sony abandona o controle bumerangue e adota o consagrado desenho do Dualshock para o PS3, que equipou duas gerações do PlayStation.
Montagem
Sem o recurso de vibração, o Sixaxis, nome do controle, é bem mais leve que os antecessores. O sensor de movimentos, novidade do Sixaxis, não podia ser testado na E3 de 2006.
No evento da Microsoft, "Halo 3" e "Gears of War" roubaram a cena, mas para os brasileiros o que valeu mesmo foi a presença de Bill Gates, que subiu ao palco para anunciar a chegada do Xbox 360 a vários países, dentre eles o Brasil. A conferência da Nintendo, com clima de show, exaltou o sucesso do portátil DS e as características inovadoras e jogos do Wii - sem, no entanto, revelar data de lançamento e preço do videogame. Por último, a Sony divulgou o preço do PlayStation 3 (US$ 499 pelo pacote com disco rígido de 20GB e US$ 599 pelo pacote com 60GB), as datas de lançamento (11 de novembro no Japão e 17 do mesmo mês nos Estados Unidos) e os detalhes do controle, o Sixaxis, sem fio, com design semelhante ao do Dual Shock 2 e sensibilidade aos movimentos, mas sem o sistema de vibração.

Meses após a realização da E3, a ESA anunciou mudanças radicais no formato da feira que, a partir de 2007: ao invés do clima de show, com estandes elaborados e dezenas de milhares de visitantes, um evento focado em pequenas reuniões e encontros com a imprensa e membros da indústria. A expectativa da E3 Media and Business Summit, em julho, na cidade de Santa Mônica, é receber cerca de cinco mil pessoas, todas convidadas pela organização.

A mudança aconteceu porque os principais expositores reclamavam dos valores estratosféricos para participar da E3. O retorno, por sua vez, estava longe do esperado e investido, pois a feira transformara-se muito mais um show para o grande público, longe da imagem de um evento de negócios.

A chegada do DS Lite aos Estados Unidos, em julho, sacramentou um ano brilhante para o portátil. O novo modelo impulsionou as vendas do aparelho, verdadeira febre no Japão e um grande sucesso da Europa e América do Norte. Para completar, uma coleção e tanto de títulos foi lançada, composta por "New Super Mario Bros.", "Brain Age", "Metroid Prime: Hunters" etc.

Quanto ao PSP, 2006 foi um reflexo das dificuldades da Sony em emplacar seu console, tanto como videogame quanto como tocador de filme. Ainda assim, o portátil contou com uma safra respeitável, "Metal Gear Solid: Portable Ops", "LocoRoco", "Daxter" e "Syphon Filter: Dark Mirror", além de duas versões de "Grand Theft Auto".


Divulgação
Quando o designer Tsutomu Kouno levou a idéia de "LocoRoco" para a Sony, os diretores torceram o nariz e vetaram o projeto. Insistente, foi necessário uma demonstração rodando no PSP para provar que se tratava de um bom jogo.

Entretanto, no ramo dos portáteis, quem sentiu mais as dificuldades foi o Gizmondo, que chegou às prateleiras dos Estados Unidos em 2005, mas sobreviveu apenas por poucos meses. Caro demais - custava US$ 299 - e com poucos títulos, o aparelho faliu logo no início do ano e, com ele, a fabricante, de mesmo nome.

Em agosto, a Capcom lançou "Dead Rising", para Xbox 360, uma divertida gincana de caça a zumbis em um shopping center. Não demorou muito para rumores de uma continuação chegar aos sites especializados.


"GEARS OF WAR", "WII SPORTS" E OUTROS (2006)

No Brasil, os eventos de games tiveram altos e baixos: realizada em São Paulo, a Arena Gamer Expo (AGE) contou com expositores como Electronic Arts, Microsoft e Nintendo, mas foi uma decepção em termos de público; enquanto isso, o Rio de Janeiro recebeu o Top Game Show (TGS), que teve dez mil visitantes, mas poucas atrações relevantes; por fim, a Electronic Game Show (EGS), que tinha sua terceira edição programada para novembro, foi cancelada sem maiores explicações.

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Video Games Live: homenagem à trilha sonora dos videogames.
O capítulo à parte foi a vinda do Video Games Live ao Brasil para duas apresentações, uma em São Paulo e outra no Rio de Janeiro. O concerto, criado por Tommy Tallarico e Jack Wall, veteranos da indústria do entretenimento eletrônico, chegou ao país após apresentar-se nos Estados Unidos e Canadá. Foi a chance de ouvir orquestras brasileiras tocando músicas de "Mario", "Zelda", "Final Fantasy" e outros sucessos, com direito a show de luzes, telão e performances.

A Tokyo Game Show 2006, em setembro, foi a única chance de os nipônicos jogarem o PlayStation 3 antes do lançamento. Resultado: em três dias, 190 mil visitantes abarrotaram o pavilhão de exposições do Makuhari Messe. Sem estande da Nintendo, a Microsoft aproveitou para tentar atrair a atenção do público com "Blue Dragon" e "Lost Odyssey", para o Xbox 360. E conseguiu.

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Com pouquíssimas unidades, PlayStation 3 chega aos EUA, em 17 de novembro, em dois modelos: um com HD de 60GB ao preço de US$ 599 e outro com disco rígido de 20GB, por US$ 499.
Montagem
O Wii também sofreu com a falta de estoque. O único modelo (US$ 249) começou a ser vendido em 19 de novembro nos Estados Unidos.
Em novembro, PlayStation 3 e Wii enfim foram lançados. Primeiramente, foi o console da Sony, responsável por um dos lançamentos de videogame mais tumultuados de todos os tempos: com poucas unidades disponíveis, tanto no Japão quanto nos Estados Unidos, as filas foram intermináveis, longe de atender a enorme demanda. Boa parte dos consoles foram parar em sites de leilão, vendidos por valores estratosféricos.

A Sony prometeu levar aos Estados Unidos, inicialmente, 400 mil unidades, mas posteriormente ficou provado que, na verdade, menos da metade disso chegou às prateleiras. O Japão, por sua vez, ficou com meros 100 mil aparelhos no lançamento, o que fez com que revendedores contratatassem chineses para conseguir o maior número de aparelhos do PS3 possível. Nos EUA, houve assaltos, roubos e outros incidentes nos dias que se seguiram ao lançamento.

Com o Wii, a situação foi um pouco melhor, à medida que a Nintendo proveu às lojas com quantidades mais generosas do videogame. As filas e a escassez, em certos locais, foram inevitáveis, mas sem muita confusão. Os problemas só apareceriam após a chegada do aparelho, quando sucessivas queixas de consumidores quanto à fragilidade da correia do Wii Remote, que arrebentou diversas vezes, levou a Nintendo a fazer um "recall" da peça, para devolvê-la mais reforçada.

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"Wii Sports": incluso em cada Wii nos EUA, um cartão de visita do proposta casual da Nintendo.
Nem Wii, tampouco o PlayStation 3, tiveram uma leva inicial de games das mais brilhantes: no videogame da Nintendo, além de uma versão de "Legend of Zelda: Twilight Princess" adaptada ao controle Wii Remote, a coletânea "Wii Sports", incluso na embalagem americana, fez a alegria dos jogadores; no aparelho da Sony, o game de tiro "Resistance: Fall of Man", uma franquia original, e "Ridge Racer 7" se sobressaíram nos Estados Unidos e Japão, respectivamente.

O final de ano não passou em branco para o Xbox 360, graças à chegada de "Gears of War", que deu vida ao melhor visual já visto em um game para consoles, até então. No Japão, "Blue Dragon", novo RPG de Hironobu Sakaguchi, elevou as vendas do console que, ainda assim, passou mais um ano sem emplacar no Oriente.

A Microsoft colocou para download gratuito o XNA, ferramenta de criação de games para o Xbox 360 e PC. Com o aplicativo, a companhia desejava transformar o Live Arcade em uma espécie de "Youtube dos games", permitindo aos usuários colocar suas criações para download na seção de jogos casuais do console.

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Talvez o melhor jogo da parceria Rare e Microsoft, "Viva Piñata" foi o primeiro título para Xbox 360 totalmente em português.
Bill Gate prometeu, então no dia 1º de dezembro, a Microsoft do Brasil lançou o Xbox 360 em território nacional. É a primeira vez que um console chega ao país diretamente pelas mãos do fabricante. Por R$ 2.999, o consumidor levava o pacote Premium, com três jogos - "Kameo", "Perfect Dark Zero" e "Project Gotham Racing 3" -, além de uma frente removível extra. Os brasileiros ganharam o primeiro jogo para o console totalmente traduzido para o português: "Viva Piñata", com seus jardins coloridos.

Mesmo em meados de dezembro, ainda havia tempo para mais uma surpresa: o retorno da série "Dragon Quest", verdadeiro sucesso no Japão, a um console da Nintendo, após versões exclusivas para sistemas da Sony. O anúncio de "Dragon Quest IX: Hoshizora no Mamoribito" para DS deixou um gosto amargo na boca dos proprietários do PSP.

À espera do Windows Vista, nova versão do sistema operacional da Microsoft, o PC teve um ano apagado, parte disso também em função dos lançamentos do PlayStation 3 e Wii, que receberam muita mais atenção da mídia e público. Para os fãs dos RPGs, valeu a oportunidade de, enfim, jogar "NeverWinter Nights 2", sem falar no sucesso estrondoso de "World of WarCraft", que chegou a 7,5 milhões de usuários. No ramo da estratégia, "Company of Heroes", da THQ, trouxe novos ares aos jogos inspirados na Segunda Guerra Mundial. Já "Battlefield 2142" levou a franquia a uma atmosfera futurista, enquanto "GTR 2" foi o melhor simulador de automobilismo do ano.

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Misturando mitos e folclore japonês, "Okami" (PS2) conta a história de como a Terra foi salva da escuridão pela deusa do Sol.
Na geração do GameCube, PlayStation 2 e Xbox, o console da Sony foi, de longe, o de maior destaque, com títulos do naipe de "Okami", "Kingdom Hearts II", "Final Fantasy XII" e "Guitar Hero II". No Xbox, que viu a quantidade de lançamentos minguarem com a chegada do Xbox 360, a vedete continuou sendo "Halo 2", ainda um dos preferidos do Xbox Live. De fato o jogo só veio a perder o título de mais jogado após "Gears of War" chegar a rede online da Microsoft.

Já o GameCube teve a sua versão de "Legend of Zelda: Twilight Princess", o último grande lançamento para o videogame roxo da Nintendo.

Fonte; Uol Jogos