segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Roma - De Rômulo e Remo à República e ao Império (Introdução)

                                                   
Simbolo do Poder:
Senatus Populus Que Romanus
(O Senado e o Povo Romano)
 
Para entender como Roma conseguiu adquirir tanta importância e poder é necessário conhecer sua história em mais detalhes. A origem da sociedade romana não tem uma evidência concreta. Baseia-se numa lenda, que era uma maneira antiga de explicar fatos cuja memória se perdeu em tempos muito distantes. Assim, o poeta romano Virgílio alimentou a fantasia de seu povo ao contar que Roma teria sido fundada por dois irmãos: Rômulo e Remo.
Os dois haviam sido abandonados pelo pai ao nascer e só sobreviveram por terem sido alimentados por uma loba. O fato é que os irmãos cresceram, vingaram-se do pai e receberam a missão de fundar uma cidade no local onde foram encontrados pelo animal. Essa lenda criou também a data exata do "nascimento" de Roma: os irmãos teriam fundado a cidade em 753 a.C. O próprio nome dessa localidade derivou do nome um deles (Rômulo), que acabou matando seu irmão Remo devido a disputas políticas.
Como se pode ver, a origem de Roma foi inventada através de uma história que misturava o instinto animal (simbolizado pela loba que amamentou os irmãos), com o nascimento de algo novo (a cidade fundada num lugar deserto), retornando aos instintos agressivos no final (simbolizados na rivalidade entre os irmãos e no assassinato de um deles). Assim, essa origem imaginada serviu para os vários imperadores que a governaram justificarem o caráter agressivo e conquistador dessa sociedade romana.

Patrícios e plebeus


Se não temos dados concretos sobre sua fundação, podemos começar a contar a história de Roma, a partir da monarquia (753 a 509 a.C.). Nesse período, o meio de subsistência principal daquele povo era a agricultura. A sociedade romana dividia-se em quatro grupos, segundo a posição política, econômica e social de cada pessoa: havia patrícios, plebeus, clientes e escravos.
A palavra "patrício" (do latim pater, pai) indicava o chefe da grande unidade familiar ou clã. Esses chefes, os patrícios, seriam descendentes dos fundadores lendários de Roma e possuíam as principais e maiores terras. Eles formavam a aristocracia, sendo que somente esse grupo tinha direitos políticos em Roma e formava, portanto, o governo.
Já os plebeus eram descendentes de populações imigrantes, vindas principalmente de outras regiões da península Itálica, ou fruto dos contatos e conquistas romanas. Dedicavam-se ao comércio e ao artesanato. Eram livres, mas não tinham direitos políticos: não podiam participar do governo e estavam proibidos de casar com patrícios.
Num outro patamar, vinham os clientes, também forasteiros, que trabalhavam diretamente para os patrícios, numa relação de proteção e submissão econômica. Assim, mantinham com os patrícios laços de clientela, que eram considerados sagrados, além de hereditários, ou seja, passados de pai para filho.
Por fim, os escravos, que inicialmente eram aqueles que não podiam pagar suas dívidas e, portanto, tinham que se sujeitar ao trabalho forçado para sobreviver. Depois, com as guerras de conquista, a prisão dos vencidos gerou novos escravos, que acabaram se tornando a maioria da população.

República e expansão


As conquistas aos outros povos e regiões trouxeram o crescimento das atividades comerciais e das negociações em moeda. A riqueza se concentrou ainda mais nas mãos dos patrícios, que se apropriavam das novas terras. Isso tudo dividiu profundamente a sociedade romana entre ricos (aristocratas) e pobres (plebeus), além da grande massa de escravos que ia se formando. Também os membros do exército, enriquecidos pelas conquistas e saques, tornaram-se uma importante camada social.
A expansão romana iniciou-se na República (509 a 27 a.C.), por meio das lutas contra os povos vizinhos para obterem escravos (séculos. 5 a 3 a.C.). Depois disso, expandiu-se para a Grécia (séc. 3 a.C.), Cartago (cidade africana que controlava o comércio marítimo no Mediterrâneo) e Macedônia (com a conquista da Grécia, havia formado um grande império), sendo estas duas cidades conquistadas no séc. 2 a.C. Na seqüência, o Egito, a Britânia (que corresponde aproximadamente à atual Grã-Bretanha) e algumas regiões da Europa e da Ásia foram conquistados no séc. 1 d.C.
Desde sua origem, Roma fora governada por reis. Um deles foi expulso por tirania em 509 a.C. e o governo da República se estabeleceu, propondo uma nova divisão de poderes entre o Senado, os Magistrados e as Assembléias.
Com as conquistas militares de novos territórios, os generais do Exército acumularam muitos poderes políticos e para deterem as revoltas dos povos dominados, resolveram concentrar o poder. Júlio César era um general que havia conquistado a Gália em 60 a.C. Depois disso, deu um golpe em Roma, atacando-a no ano de 49 a.C. e proclamando-se ditador perpétuo (ou seja, governaria com poderes ilimitados até a sua morte). Foi nesse mesmo ano que conseguiu dominar o Egito. No entanto, nem ele nem seu governo tiveram vida longa: foi assassinado pelos próprios romanos em 44 a.C.

O Império Romano


Com a morte de Júlio César, três líderes políticos governariam juntos. Um deles, Otávio, derrotou os outros e foi o primeiro imperador romano em 31 a.C., recebendo do Senado os títulos de Princeps (primeiro cidadão), Augustus (divino) e Imperator (supremo). Passou para a história com o nome de Augusto, embora essa denominação acompanhasse todos os imperadores que o sucederam. Roma teve 16 imperadores entre os séculos 1 e 3 d.C. A partir daí, começou a desagregação do Império e o descontrole por parte de Roma dos povos dominados.
Entre os séculos 3 e 4 d.C., o imperador Dioclesiano dividiu o Império Romano numa parte ocidental e noutra oriental. Constantino, o imperador seguinte, tomou duas importantes medidas: reunificou seus domínios, tornando a capital do Império Romano Bizâncio (depois chamada de Constantinopla e, hoje, Istambul, na Turquia), localizada na parte oriental dos domínios romanos e legalizou a prática do cristianismo.
Finalmente, Teodósio, um dos últimos imperadores, tornou o cristianismo religião oficial de todo o Império e dividiu-o novamente em duas partes, sendo as capitais Roma e Constantinopla. A primeira foi dominada pelos povos germanos em 476 e marcou o fim do Império Romano do Ocidente. A segunda foi dominada em 1453 pelos turcos e marcou o fim do Império Romano do Oriente.

Quadro sintético

História de Roma
Períodos
Datas
Monarquia
de 753 a.C. (data tradicional da fundação de Roma) a 509 a.C. (derrota dos Tarqüínios).
República
de 509 a.C. (proclamação da República) a 27 a.C. (Otaviano recebe o Senado o título de Augusto)
Império
de 27 a.C. a 476 d.C. (queda do Império romano do Ocidente)

Fonte: http://educacao.uol.com.br/historia
Por: Fernanda Machado

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Os Atores de Chaves - Raul Padilla (Jaiminho)

"É Para evitar a fadiga"

Raul Padilla
Raul Padilla, natural de Monterrey no México, foi contratado por Chespirito em 1979 para suprir as ausências de Ramón Valdez e Carlos Villagrán, que saíram da série. Sua boa interpretação, marcada por sua fala bastante pausada e sucessivas caretas, conquistou Bolaños, o que fez com que "El Chato" permanecesse na série até a sua morte, causada por seu crônico problema de diabetes.

Enganam-se quem pensa que ele nunca contracenou com os intérpretes de Seu Madruga e Quico: os três atuaram juntos no filme "El Chanfle", em 1979. Raul passou também a trabalhar com Ramón na série "Chaves" em 1981. Ainda atuaria em outros filmes como "El Chanfle" (1980), "Don Raton e Don Ratero" (1983) e "Charrito" (1985).

Raul era casado com Magda Guzman e tinha um filho chamado Rafael "Chosforo" Padilla, também ator que atuou na novela "Maria do Bairro".



Os Atores de Chaves - Horácio Gómez Bolaños (Godinez)

O Irmão de Chespirito

O garoto que sempre se senta no fundo da sala de aula era, na vida real, o irmão de Roberto Gómez Bolaños. Natural da Cidade do México, Horacio atuava e dirigia filmes no México, e também participava dos programas de seu tão querido irmão. Integrante da equipe técnica dos seriados, também fazia parte do elenco secundário de "Chaves", "Chapolin" e os demais. Eram poucos os episódios em que Horacio tinha grandes e importantes participações. Também atuou nos filmes "El Chanfle II" e "Charrito", ambos produzidos pelo irmão.

O irmão mais novo de Chespirito teve muitas dificuldades no momento em que Chespirito parou de produzir as suas séries para a televisão, pois Horacio não tinha a experiência de atuar no teatro (para onde Chespirito dirigiria suas atenções). Para não ficar necessitado, Horacio teve aulas de teatro com o próprio Roberto Bolaños, com quem era muito unido. Também se dedicou, junto com seu sobrinho Roberto Gómez Fernández (filho de Chespirito), a realizar diferentes trabalhos de produção televisiva.

Debilitado em função de uma fratura que sofera no fêmur, Horacio Gómez Bolaños faleceu vítima de ataque cardíaco, em plena preparação para a grande homenagem ao seu irmão mais velho que aconteceria no ano seguinte. Segundo seu sobrinho, Horacio era um dos mais entusiasmados na preparação para aquele grande acontecimento que honraria o nome de Chespirito. Não foi a toa que sua morte deixou o intérprete de Chaves profundamente triste.