segunda-feira, 19 de novembro de 2012

2° Guerra Mundial - O Brasil na Guerra - O Exército parte 4

Olá Pessoal,

Agora nessa quarta parte sobre a participação do Brasil na SGM, os exercícios são deixados de lado e os homens da FEB sob o comando do General Zenóbio da Costa, partem para o "Batismo de Fogo" receber a "Inoculação de Combate" como disse o comandante do V exército americano no qual a FEB estava subordinada General Mark Clark.

Uma Boa Leitura,
Bruno Mingrone


Operações do Destacamento FEB

 
Gen. Zenóbio da Costa
Os esplêndidos resultados do exercício realizado em Vada, nas jornadas de 10 e 11 de setembro, decidiram em definitivo a entrada em linha do contingente brasileiro. Como acontecera a todas as tropas que ainda não tinham recebido o "batismo de fogo", os Brasileiros foram destacados para um setor relativamente calmo, "onde deveriam receber a inoculação do combate", conforme se expressou o General Mark Clark. Foi o Destacamento FEB constituído pela tropa do 1º Escalão de Embarque, e sob o comando do General Zenóbio da Costa, empregado no âmbito do IV Corpo de Exército, comandado pelo General Ceittenberger. A zona de ação atribuída ao Destacamento FEB situava-se entre a planície que borda o litoral do mar Tirreno e o pitoresco vale do Serchio. Enfeixava o divisor entre esse curso d'água e os tributários daquele mar, ou melhor dito, encerrava, desde o início, os contrafortes dos Apepinos mais conhecidos pela designação de Alpes de Apuânia. Na noite de 15 de setembro de 1944 a tropa brasileira substituía a tropa americana que se achava em linha, disposta em larguíssima frente, à esquerda da 1ª Divisão Blindada.

A 18 de setembro os brasileiros se apoderam de Camaiore e, com as ações da jornada de 19 de setembro, conseguem cerrar sobre os postos avançados da famosa Linha Gótica. Duras jornadas enfrentou a nossa tropa para atingir Monte Prano, onde chegou a 26 de setembro. Constituiu a vitória de Monte Prano um feliz remate da primeira manobra das armas brasileiras no teatro de guerra italiano, merecendo lisonjeira repercussão nos círculos militares aliados. A estréia do Destacamento FEB foi evidentemente auspiciosa, mormente por se tratar de uma tropa de formação e treinamento recentes a defrontar-se com um inimigo ardiloso e veterano de muitas batalhas.

Na jornada de 27 de setembro, as nossas patrulhas perdem o contacto com o inimigo, que se furta ao combate, protegido pelas escarpas e grotões de um terreno difícil. Resolve, por isso, o Comando americano transferir para o vale do Serchio a tropa do General Zenóbio da Costa, transferência esta que terminou em 2 de outubro.

Gen. Mark Clark
São inúmeras as vilas e cidades engastadas no formoso vale do Serchio, destacando-se: Lucca, Borgo a Mozzano, Bagni de Lucca, Fornaci, Gallicano, Castelnuovo do Garfagnana. Prosseguindo o seu movimento para o Norte, ao longo do referido vale, ocupou o Destacamento FEB a 6 de outubro, as localidades de Fornaci e Coreglia Antelminelli. No dia 11 de outubro os brasileiros ocupam Barga e as alturas que dominam, pelo Sul, a vila de Gallicano. Durante alguns dias procurou o General Zenóbio consolidar as suas posições e, mediante o lançamento sistemático de patrulhas, foi colhendo as melhores informações sobre o dispositivo e o efetivo inimigos, tendo em vista atacar Castelnuovo di Garfagnana, ponto-chave das comunicações dos contrários. Na manhã de 30 de outubro, apesar da lama e da chuva, o Destacamento FEB, num primeiro tempo de operação, atingiu a linha de alturas, de onde deveria se lançar sobre Castelnuovo.

Servida por uma transversal rodoviária, que se destinava à planície costeira, era a localidade de Castelnuovo de importância vital para o comando alemão. Decidiu, por isso, o inimigo desfechar contra-ataques, destinados a nos afastar daquele importante baluarte estratégico. Nossas tropas foram surpreendidas e recuaram para a sua posição inicial, pagando caro o seu erro de subestimar o valor combativo do inimigo. Foi esse o primeiro revés dos brasileiros na Campanha da Itália. Apesar desse lamentável acontecimento, conquistou o Destacamento FEB, de 16 de setembro a 31 de outubro, 40 quilômetros de progressão, capturou 208 prisioneiros, algumas cidades e uma fábrica de acessórios para aviões, sofrendo 290 baixas entre mortos, feridos, acidentados e extraviados. Encerrou-se com tais resultados a ação do General Zenóbio da Costa como comandante do Destacamento FEB, uma vez que a chegada do grosso da 1ª DIE estava a exigir a sua presença no preparo de dois Regimentos de Infantaria (1º e 11º RI).

Fonte Texto: www.segundaguerramundial.com.br
 

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Proclamação da República - 15 de Novembro de 1889


Olá Pessoal,

Hoje comemoramos a nossa Proclamação da República e por isso vou dar uma pausa nos posts sobre o Brasil na SGM para colocar esse post que é um breve relato sobre o que ocorreu em 15 de Novembro de 1889.

A crise no monarquia sob o regime de D. Pedro II já estava instalada, os militares estavam descontentes com o regime e movimento republicano crescia pelas ruas do Rio de Janeiro então capital do Império.

Infelizmente os ideais da república não estão no Brasil de hoje cheio de corrupção e problemas sociais, mas isso é um outra história....

Uma Boa Leitura,
Bruno Mingrone


Proclamação da República: Questão Militar e Proclamação da República


Mar. Deodoro da Fonseca
Juntamente com a agitação abolicionista da década de 1870, chegou também ao Brasil a propaganda republicana. Durante a década de 1880, a idéia de República angariou simpatizantes no país, mas em número menor que o abolicionismo, e num ritmo muito mais lento. Somente após o fim da escravidão, ela entrou na ordem-do-dia. Os primeiros a engrossar as fileiras do novo grupo foram os cafeicultores, revoltados com a monarquia. Responsabilizavam o governo imperial pela perda dos escravos, sem indenização.

Depois da Lei Áurea, de 13 de maio de 1888, os líderes do setor cafeeiro rapidamente se uniram aos idealistas do Partido Republicano, fundado havia quase duas décadas. Até então, a agremiação contava apenas com militantes jovens e idealistas. Mas o partido não decolou. Durante dez anos, seu desempenho eleitoral foi pífio: não conseguia eleger seus candidatos à Câmara e ao Senado.
 

Escravos no exército


Entretanto, durante nos anos 1880, a política não era feita somente na Assembléia, mas também nos quartéis. O Exército foi uma instituição que saiu fortalecida da Guerra do Paraguai. Literalmente, os soldados tinham sido os salvadores da pátria. Para a tarefa, contribuíram milhares de escravos incorporados às tropas. Os negros formaram a maioria dos batalhões brasileiros naquele momento.

Para não morrer nos campos de batalha, os aristocratas tinham o direito de mandar os escravos em seu lugar. Além disso, para aumentar o número de recrutas, o governo ofereceu liberdade aos escravos que fossem guerrear. Aproximando-se dos soldados nas dificuldes da guerra, os oficiais desenvolveram simpatia pelo abolicionismo. Com isso, mais um elemento veio afastar o Exército da monarquia.

Oficiais sem dinheiro nem prestígio


Outro motivo de insatisfação com o governo era a origem social da maioria dos comandantes: as classes sociais médias. Para seus membros, a carreira militar parecia uma oportunidade de subir na vida. Entretanto, os oficiais estavam ganhando pouco. Além disso, não tinham sequer a contrapartida do prestígio social ou do poder político.

Nessas circunstâncias, uma grande solidariedade conquistou a oficialidade do Exército, unindo-a entre si e com as tropas e evidenciando diferenças entre o militar e o civil. Nos quartéis, o poder dos civis logo passou a ser questionado. Em 1886, as opiniões dos militares chegaram às ruas através dos jornais.

A Questão Militar


No Piauí e no Rio Grande do Sul, respectivamente, os coronéis Cunha Matos e Sena Madureira atacaram o ministro da Guerra, Afredo Chaves, um civil. Estava aberta uma série de desentendimentos com o governo, que ficou conhecida como Questão Militar.

O Império puniu com a prisão os dois coronéis, lembrando que, de acordo com a Constituição, a participação na política interna do Brasil não era um dever do Exército. Em 1887, depois de outros atritos entre os militares e o Ministério da Guerra, foi fundado o Clube Militar, uma entidade que passou a funcionar como órgão político e porta-voz da categoria. Para a sua presidência, elegeu-se uma das maiores lideranças militares do país: o marechal Deodoro da Fonseca.

Na queda de braço do coronel Sena Madureira com o ministro da Guerra, Deodoro tinha ficado ao lado do coronel. Desde então, passou a ser cortejado tanto pelos oficiais insatisfeitos com a monarquia, quanto pelos republicanos. Como militar, efetivamente não aprovava as atitudes do governo em relação aos militares. Mas não identificava o governo com a monarquia, nem com a pessoa do imperador - a quem respeitava e de quem era amigo.

Propaganda republicana


Para a maioria dos militares, o Império talvez devesse chegar ao fim, mas a República podia esperar pela morte de Pedro 2º O respeito ao "velhinho" retardou o rompimento definitivo entre os oficiais e a monarquia. Por isso, a ação dos grupos republicanos ligados aos cafeicultores passou a atacar o imperador através de sua herdeira, a Princesa Isabel.

A sucessão e o futuro reinado foram transformados em fantasmas assustadores pela propaganda republicana. A idéia de uma mulher no trono causava arrepios na mentalidade machista da época. Para piorar, pairava sobre a princesa Isabel a figura do conde D'Eu, antipático e estrangeiro. Em surdina, começou a conspiração que iria derrubar a monarquia.

Desgastado com o poder econômico dos cafeicultores, com a opinião pública e com os militares, o Império tentou promover reformas na ordem política. Em junho de 1889, formou-se um novo ministério, que tinha em sua presidência Afonso Celso de Assis Figueiredo, o visconde de Ouro Preto - que já havia prestado relevantes serviços ao governo no passado. A ele caberia solucionar os problemas sociais e garantir a sucessão da monarquia.

Visconde de Ouro Preto


Ouro Preto tentou resolver a questão militar enfraquecendo o Exército. Procurou distribuir as tropas pela imensidão do território nacional e transferiu comandantes e líderes para lugares afastados. Promoveu uma política de valorização de outros grupos armados, como a Polícia e a Guarda Nacional, além de criar a Guarda Cívica e a Guarda Negra, formada por antigos escravos.

Em contrapartida, os republicanos espalharam o boato de que o governo pretendia acabar com o Exército. Não existia nenhuma evidência nesse sentido, mas o boato incendiou os quartéis. Na manhã de 15 de novembro de 1889, sob o comando do marechal Deodoro, tropas revoltadas saíram às ruas para derrubar o ministério de Ouro Preto. Os soldados teoricamente leais ao governo nada fizeram em sua defesa. Ao contrário, seu comandante, Floriano Peixoto, simplesmente disse que não poderia lutar conta brasileiros.

Após depor Ouro Preto, Deodoro se recolheu em sua casa, pois estava doente. Ao deixar o palácio, escutou um soldado gritar "Viva a República", respondeu: "Cale a boca, rapaz!". Deodoro pretendia esperar a volta do imperador ao Rio de Janeiro, para discutir com ele a situação. Dom Pedro 2º estava em Petrópolis, alheio a todos aqueles acontecimentos. Ao receber as notícias pelo telégrafo, voltou às pressas à corte, para tentar formar um novo ministério. Não houve tempo.

Proclamação da República


Entre a queda do ministro Ouro Preto e a volta de dom Pedro 2º ao Rio, enquanto republicanos e líderes militares se perguntavam o que fazer, a Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro decidiu proclamar a República por conta própria. A Câmara do Rio, evidentemente, não tinha nenhuma autoridade para falar em nome do Brasil, mas, naquele momento de confusão, seu pronunciamento foi seguido pelos republicanos, com o apoio armado do Exército.

Formou-se então um governo provisório, cuja chefia foi entregue ao marechal Deodoro da Fonseca. Informado de que dom Pedro 2º pretendia compor um novo ministério que teria como presidente um inimigo pessoal seu, o marechal aderiu à causa republicana, de que até aquele instante fora um simples instrumento.


Dom Pedro 2º rumo ao exílio


No dia seguinte, no Paço da Cidade, dom Pedro 2º foi notificado de que a monarquia já não era a forma de governo em vigor no Brasil. Como Ouro Preto, o imperador também estava deposto e intimado a deixar o país em 24 horas. O governo provisório tinha providenciado um navio para transportá-lo para o exílio, em Portugal. Dom Pedro 2º não se opôs, declarando aceitar a vontade da opinião pública nacional.

O navio partiu na madrugada de 17 de novembro. O horário foi escolhido para evitar manifestações populares favoráveis ao imperador. Um forte esquema de segurança foi montado na cidade para acompanhar a família imperial a bordo. Embora fosse improvável que o povo se levantasse para defender dom Pedro 2º, a República preferia não arriscar. Na verdade, o povo estava à margem dos acontecimentos, mas isso não impedia que manifestasse sua opinião, como nos versinhos abaixo, que circularam no Rio de Janeiro pouco depois do embarque do ex-soberano:

"Partiu dom Pedro Segundo
Para o reino de Lisboa.
Acabou a monarquia
E o Brasil ficou à toa."

A avaliação que o escritor Lima Barreto fez do episódio também merece ser transcrita:

"Uma rematada tolice que foi a tal república. No fundo, o que se deu em 15 de novembro foi a queda do Partido Liberal e a subida do Conservador, sobretudo da parte mais retrógrada dele, os escravocratas de quatro costados".

Fonte Texto e Foto; http://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia-brasil
Fonte Vídeo; www.youtube.com.br

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Hoje na História - 12 de Novembro

Nasce Tiradentes, considerado herói nacional 12 de novembro de 1746

 
No dia 12 de novembro de 1746 nascia, na Fazenda do Pombal (MG), Joaquim José da Silva Xavier, mais conhecido como Tiradentes, mártir da Inconfidência Mineira, patrono cívico do Brasil e da Polícia Militar, além de ser heroi nacional. O dia de sua execução, em 21 de abril de 1792, é feriado nacional no Brasil.
Tiradentes ficou órfão muito cedo, fato que resultou na perda do patrimônio da família por causa de dívidas e também em estudos irregulares. Ficou sob a tutela de um primo, que era dentista e, por conta disso, recebeu o apelido de Tiradentes. Também adquiriu conhecimentos em mineração, tornando-se técnico no reconhecimento de terrenos e na exploração dos seus recursos. Em seu trabalho para o governo no reconhecimentos das terras, Tiradentes começou a confrontar as riquezas do solo, com a corrupção e a pobreza da população. Ele também trabalhou em projetos para a melhoria da infraestrutura no Rio de Janeiro, mas não conseguia verbas para todos os seus projetos. A partir daí começa a surgir em sua mente ideais de independência da colônia, já que na sua visão a metrópole Portugal emperrava o desenvolvimento do Brasil.
De volta a Minas Gerais, iniciou junto às elites locais e a líderes religiosos um movimento pela independência daquela província, inspirado também na independência das colônias dos EUA. Outro fator que motivou sua militância neste sentido foi a questão dos impostos cobrados pela coroa portuguesa, como o Quinto, taxa semestral imposta aos moradores de Minas Gerais, que consistia em cem arrobas de prata para a Real Fazenda. Também houve uma troca de poder na província, com a nomeação do governador Antônio Oliveira Meneses, que beneficiou seus amigos em detrimento da elite local. O estopim, contudo, foi o anúncio de uma cobrança que ficou conhecida como derrama, medida que permitia a cobrança forçada de impostos.
Estava a armada a insurreição que iria lutar pela instituição da República. Contudo, antes que houvesse a revolução, no dia 15 de março de 1789, Joaquim Silvério dos Reis, Basílio de Brito Malheiro do Lago e Inácio Correia de Pamplona delataram o movimento em troca do perdão de suas dívidas com a Real Fazenda. A partir daí, Tiradentes passou a ser procurado. Ele tentou se esconder na casa de um amigo, no Rio de Janeiro, mas foi descoberto no dia 10 de maio. Além dele, outros inconfidentes também foram presos.
Ao longo de três anos, os inconfidentes aguardaram pelo andamento do seu processo pelo crime de "lesa-majestade". Alguns foram condenados à morte, mas tiveram seu pedido de clemência atendido por D. Maria I. Apenas a sentença de morte de Tiradentes foi mantida. Alguns atribuem a isso o fato de Tiradentes ter assumido toda a responsabilidade pelo movimento e também, por outro lado, por ter uma posição social mais baixa em relação aos demais inconfidentes envolvidos.
Em uma manhã de um sábado, após percorrer uma procissão no centro das ruas do Rio de Janeiro, Tiradentes foi enforcado. Contudo, a execução de Tiradentes, em vez de intimidar a população, acabou despertando ainda mais o sentimento de revolta em relação à dependência do Brasil como metrópole de Portugal.
 
 

O Haiti torna-se Estado independente 12 de novembro de 1803

A luta pela independência do jugo francês no Haiti, se desenvolveu em várias etapas. Na primeira, os grandes proprietários de terra, os escravos, os comerciantes e os brancos pobres -chamados petits blancs- se solidarizaram com o movimento revolucionário que havia estourado na metrópole e formaram uma assembléia local que reivindicava o fim do pacto colonial. Em uma segunda etapa, os mulatos livres começaram a apoiar a revolução metropolitana, acreditando que com isso obteriam dos brancos residentes na colônia a plena igualdade de direitos para os homens livres, independentemente da etnia. Contudo, em 1790 os plantadores brancos reprimiram ferozmente as reivindicações dos libertos. E estes, por sua vez, não tiveram alternativa senão se aliar, um ano depois, com dois grupos de escravos sublevados ou marrons. Finalmente se conseguiu a unidade de negros e mulatos. Logo após uma série de campanhas, estes obrigaram as tropas francesas a capitular; e assim foi proclamada a independência, no dia 12 de novembro de 1803. Desta forma o Haiti se converteu no primeiro Estado independente da América Latina. Dessalines, um escravo nascido em uma plantação do Norte, tornou-se o chefe do recente Estado haitiano. Depois de seu primeiro ano de mandato, decidiu proclamar-se a si mesmo Imperador do país com o nome de Jacques I. O imperador deu a seu governo uma forte marca nacionalista, mas ao mesmo tempo buscou consolidar seu poder pessoal criando um Estado autocrático, similar ao que nascia na França nesta época.

Fonte; www.seuhistory.com
 

domingo, 11 de novembro de 2012

2° Guerra Mundial - O Brasil na Guerra - O Exército parte 3

Olá Pessoal,

Na terceira parte sobre o desempenho do Brasil na SGM, vamos ver o treinamento dado aos praças e oficiais da FEB no teatro de operações italiano.

Como era de se esperar, nada foi fácil a começar pelo material básico de combate, suprimentos etc, que não tinham sido providenciados bem como o treinamento adequado.

Mas esse fato não esmoreceu o moral da tropa da FEB que aos poucos conseguiram tudo o que precisavam e mesmo com a desconfiança inicial por parte dos oficiais americanos sobre o desempenho da tropa brasileira na guerra eles se mostraram aptos para a batalha após passarem com louvor pelo treinamento dado pelo V Exército Americano comandando pelo General Mark Clark.

Agora o resto vocês podem conferir no post abaixo.

Uma Boa Leitura,
Bruno Mingrone

Adestramento no Teatro de Operações


Não foram poucas as dificuldades que, de começo, teve que vencer a primeira tropa brasileira (1º Escalão de Embarque) desembarcada na Itália. Os chefes americanos, de menor graduação, estranhavam, a princípio, a presença de nossos soldados em território italiano e não escondiam a dúvida sobre as vantagens do emprego da tropa brasileira na luta, pois, do Brasil, apenas tinham notícia das bases aéreas de Belém e Natal, que, aliás, de brasileiras só possuíam o chão. Muito pouco se avançou no adestramento militar do 1º Escalão de Embarque durante o seu primeiro mês de permanência no Teatro de Operações na Itália.

O obstáculo principal a esse desenvolvimento foi, como no Brasil, a falta material de instrução. A ansiedade geral da tropa brasileira de entrar em ação de combate induziu o General Mascarenhas de Moraes, desde os primeiros dias de nossa estada em Bagnoli, perto de Nápoles, a interessar-se vivamente pelo recebimento do material de guerra e pela transferência do 1º Escalão de Embarque para uma área de treinamento, o que tornaria possível a melhoria do nosso padrão de adestramento. Como decorrência das repetidas entrevistas que manteve com as autoridades militares americanas, objetivando a concretização daqueles propósitos, o nosso chefe divisionário conseguiu, no dia 26 de julho de 1944, a autorização deslocar o 1º Escalão de Embarque para a região de Tarquinia. Ainda mais, em Tarquinia o contingente deveria receber armamento e equipamento de toda a natureza. Na noite de 5 de agosto de 1944 estava o 1º Escalão de Embarque concentrado em Tarquinia, onde, dentro de uma quinzena, recebia grande cópia de variado e complexo material de guerra. Naquela mesma data ficou a nossa tropa subordinada ao V Exército Ameriicano, Grande Unidade que vinha tendo brilhante atuação militar, desde a Campanha da África .

 
Acampamento da FEB na Itália (Acervo da Associação dos ex-combatentes da FEB)
 

De 18 a 20 de agosto o 1º Escalão de Embarque deslocou-se de Tarquinia para Vada, que distava, nessa ocasião, 25 quilômetros da frente de batalha do Arno. Instalara-se o 1º Escalão de Embarque no Acampamento de Vada, com o objetivo de ultimar o seu adestramento para o combate. Disfarçava-se sob esplêndido parreiral o nosso acampamento. Mas, os cuidados que devíamos manter, dadas as vizinhanças da zona de combate, não eram poucos. O funcionamento de nossos Serviços, com a nova situação que exigia disciplina de luzes e de circulação, veio a ser encarado com espírito mais objetivo. As nossas necessidades passaram a ser satisfatoriamente atendidas, principalmente pela adoção do sistema das visitas diárias dos oficiais de ligação e chefes de serviço americanos. A permanência dos brasileiros na área de Vada desde os primeiros dias, caracterizou-se por uma intensificação de nosso adestramento. Assim, iniciamos a 2 de agosto o "período de instrução final", com a duração de três semanas. A instrução, já com a dotação completa de material progrediu brilhantemente. Os últimos dias do "período de instrução final" foram vividos dentro do grande exercício de 36 horas, e iniciado a 10 de setembro, o qual constituiu a recordação emocionante do acampamento de Vada. Tal exercício contou com a desvelada assistência do comandante do V Exército, general Mark Clark. Esse "exercício-teste", no qual tomaram parte mais de quatro mil expedicionários, constituiu quase um verdadeiro combate. Quando concluído, ouviram-se os árbitros. Manifestaram eles o parecer de que os magníficos resultados, evidenciados nesse exercício, atestavam excelente grau de adestramento para o combate. "In continenti" o general Mark Clark felicitou o general Zenóbio da Costa e declarou o 1º Escalão de Embarque apto para entrar em linha. Essa tropa, em conseqüência, iria atuar na f rente geral de Pisa, integrando as forças do brilhante e operoso general Crittenberger, comandante do IV Corpo de Exército. Indescritível a exultação patriótica que então empolgou o acampamento de Vada.

Estava o Destacamento FEB atuando no vale do Serchio, quando o grosso da Divisão Brasileira (2º e 3º Escalões de Embarque), avaliado em 10.000 homens, alcançava a Área de Treinamento situada na Quinta Real de San Rossore. Aí, nessa bela quinta real, onde os pinheiros, álamos e ciprestes, plantados na planura interminável, configuravam o traçado de numerosas alamedas, os elementos componentes dos 2º e 3º Escalões de Embarque, em data de 11 de outubro de 1944, encontraram um acampamento militar dotado de todos os recursos higiênicos e dispostos em ordem impecável.
 
             Filme Americano do V Exército sobre o treinamento da FEB

Logo depois de estacionados, as 2º e 3º Escalões deveriam receber o material necessário a um treinamento tático intensivo. O equipamento militar do grosso da Divisão não se processou no quadro das previsões de tempo do comandante do V Exército. Os 2º e 3º Escalões de Embarque levaram trinta e cinco dias para receber todo o suprimento bélico e os trabalhos de distribuição aos Órgãos de Serviço brasileiros, a cargo da PBS, só foram dados por concluídos no dia 22 de novembro. Em meio a essa balbúrdia e esse ambiente de atropelo, a instrução se desenvolveu com imperfeições, cujas repercussões se fizeram sentir nos embates iniciais de algumas unidades do grosso da 1ª DIE. Além das providências de ordem material para um bom rendimento da instrução, particularmente tática, o General Mascarenhas de Moraes considerou necessário e oportuno o restabelecimento dos laços orgânicos da Divisão, uma vez que havia já chegado ao teatro de guerra o restante de seu efetivo. Para isso o chefe brasileiro assumiu a direção das operações da frente de combate a 1º de novembro de 1944, designando, ao mesmo tempo, os Generais Zenóbio e Cordeiro de Faria para organizarem e reverem os "testes" de instrução da infantaria e da artilharia respectivamente, o que veio a realizar-se na ampla área de treinamento de Filettole para a tropa recém-chegada. Por motivos fora da alçada do General Clark e dos chefes militares brasileiros, foram as unidades dos 2º e 3º Escalões de Embarque muito prejudicadas na sua instrução, depois da chegada ao teatro da guerra.

Os 4º e 5º Escalões de Embarque, que constituíam o Depósito de Pessoal da FEB, partiram do Brasil praticamente sem instrução, chegando à Itália respectivamente a 7 de dezembro de 1944 e a 22 de fevereiro de 1945, um dia depois da vitória de Monte Castelo.

Transformado, sem tardança, em um magnífico Centro de Instrução e Recompletamento, graças à visão e desvelo do General Truscott, então comandante do V Exército Americano, incumbiu-se o Depósito de Pessoal, dedicadamente, do adestramento dos homens em cada arma e em cada especialidade. Estacionado no interior de um belo e extenso pinheiral nas proximidades do povoado de Staffoli, o Depósito de Pessoal da FEB chamava a atenção pela ordem e higiene de suas instalações, pela grandiosidade de seus numerosos stands de tiro e aspecto magnífico das pistas especiais de infiltração.

Foi preocupação constante dos chefes americanos e do chefe brasileiro a instrução dos oficiais, quer na parte tática quer nas diversas especialidades, pois para esse fim estava o Teatro de Operações da Itália muito bem aparelhado com as suas escolas e centros de instrução. No decorrer do inverno de 1944/1945, o comando brasileiro intensificou o treinamento de oficiais, fazendo realizar um ativo plano de instrução. No período de estabilização que precedeu as operações de fevereiro de 1945, cuidamos de apurar a capacidade ofensiva dos comandas em todos os escalões.

No QG Avançado de Porretta Terme, neste entrementes, realizou-se, com o propósito de aprimorar a nossa técnica ofensiva, um esmerado e vantajoso curso de conferências, proferidas por oficiais americanas e brasileiros. Este curso, tratando somente de assuntos vinculados ao combate ofensivo, mereceu a honra de contar com a colaboração, como conferencistas, dos Generais Truscott e Crittenberger, comandantes do V Exército e IV Corpo, respectivamente.

Ressalta nítida e dolorosa, em face do exposto nas páginas precedentes, a conclusão de que a 1ª DIE não fora bafejada pela sorte, no que concerne ao seu adestramento militar, nos campos de instrução da Itália e Brasil. Se em nossa Pátria as dificuldades de organização, a seleção física, a escassez de material e fatores outros impediram que alcançássemos os objetivos finais da instrução, na Itália o retardamento da entrega do material e as necessidades prementes da frente de combate forçaram a nossa DI a entrar em linha num estado de adestramento reconhecidamente incompleto. Tornaram-na tais circunstâncias a única Divisão que não foi submetida ao inalterável ciclo de instrução das Grandes Unidades norte-americanas. Completamos a nossa instrução em estreito contacto com o inimigo, senhor de vantagens topo-táticas indiscutíveis. Amargamos, nessa aprendizagem, alguns reveses decerto inevitáveis. Enfrentamos, como remate ao nosso adestramento, um inverno bem rude nas gélidas escarpas dos Apepinos. Nessa conjuntura, a que fomos levados pela força das acontecimentos, forjou-se a capacidade combativa da tropa brasileira e aprimorou-se o sentimento de responsabilidade dos chefes em todos os escalões da hierarquia. Nos erros cometidos e nos reveses sofridos, fomos buscar os ensinamentos que nos levaram a tão sensacionais e espetaculares vitórias.
 
Fonte Vídeo; www.youtube.com.br
 
 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Hoje na História - 07 de Novembro

É travada a Batalha de Tippecanoe  07 de novembro de 1811

 
A Batalha de Tippecanoe teve como data o dia 7 de novembro de 1811 e foi um confronto entre o exército dos Estados Unidos da América liderado pelo militar William Henry Harrison, governador do território de Indiana, contra os guerreiros da confederação dos povos indígenas aliados, sob o comando de Tecumseh, líder da tribo dos Shawnee. O confronto aconteceu nos arredores de Prophetstown, perto da atual Battle Ground, Indiana. Embora o exército de Harrison tivesse sofrido um maior número de baixas, apesar de contar com um contingente superior de homens, a batalha foi interpretada como uma importante vitória política e simbólica para as forças norte-americanas. A Batalha de Tippecanoe foi um sério golpe para o sonho de Tecumseh, mas apesar disso continuou representando um importante papel nas operações militares na fronteira. Foi somente depois da morte de Tecumseh em 1813, durante a batalha do Thames, que sua confederação deixou de ameaçar a expansão dos colonos. Quando William Henry Harrison se apresentou como candidato a Presidente dos Estados Unidos da América durante as eleições de 1840 utilizou como slogan a frase "Tippecanoe and Tyler too" ("Também Tippecanoe e Tyler") para lembrar às pessoas seu papel nessas duas batalhas. Esta mesma frase deu lugar a uma canção que foi muito popular durante tais eleições. 

Tem início a Revolução Russa  07 de novembro de 1905

A Revolução Russa teve início em 7 de novembro de 1905 e foi um dos acontecimentos mais importantes da história moderna, além de um dos mais violentos de todos os tempos. Foi uma revolta espontânea e contra o governo que se espalhou por todo o Império Russo. Aparentemente, não tinha direção, controle ou qualquer objetivo reconhecido. É geralmente considerado o ponto de partida para as condições políticas, econômicas e sociais na Rússia.
Seu impacto foi sentido na América e Europa. Embora a Revolução não tenha expandindo o comunismo de maneira imediata, ela propiciou a outros países do terceiro mundo um exemplo a ser seguido. Com a Revolução Russa, o proletariado seguiu como líder dos oprimidos e, ao mesmo tempo, instaurava sua dominação política para criar as bases de uma nova ordem social, sem exploradores nem explorados, abrindo um novo horizonte histórico para a humanidade.
 
 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Hoje na História - 05 de Novembro

Cristóvão Colombo descobre a ilha A Desejada - 05 de novembro de 1493

 

No dia 5 de novembro de 1493 o conquistador Cristóvão Colombo avistou novamente nos contornos da América, uma ilha que batizou como "A Desejada", nome que deu motivo a diferentes versões históricas. Enquanto para uns esse nome correspondia ao desejo lógico de alcançar a terra, outros achavam que deu esse nome á ilha porque a mesma fazia parte do arquipélago das Antilhas, um dos pontos que buscou e não conseguiu encontrar em sua primeira viagem. Durante a viagem, Colombo teve que lidar com vários problemas, entre eles um motim da tripulação, que finalmente foi controlado pelos comandantes. Mas o desencanto entre os marinheiros se tornava cada vez mais forte. Nesta segunda viagem, o conquistador conseguiu consolidar a presença espanhola no Novo Mundo, embora o ouro e as espécies arrecadadas não tivessem alcançado os níveis prometidos à Coroa.

Nasce Ruy Barbosa, escritor e diplomata brasileiro - 05 de novembro de 1849


No dia 5 de novembro de 1849 nascia, em Salvador, o político, jurista, diplomata, escritor e tradutor brasileiro Ruy Barbosa. Como político, foi deputado, senador, ministro da Fazenda e duas vezes candidato a presidência da república. Além disso, foi um dos organizadores da República e coautor da constituição da Primeira República, ao lado de Prudente de Morais. Foi defensor do federalismo, do abolicionismo e dos direitos e garantias individuais. Grande estudioso da língua portuguesa, foi membro fundador da Academia Brasileira de Letras, sendo presidente desta instituição entre 1908 e 1919. Exerceu um papel importante na entrada do Brasil na I Guerra Mundial. No final da sua vida, foi indicado juiz da Corte Internacional de Haia, mas recusou o convite. Ele morreu em Petrópolis, no Rio de Janeiro, no dia 1o. de março de 1923.

Saddam Hussein é condenado à forca - 05 de novembro de 2006


No dia 5 de novembro de 2006, Saddam Hussein Abd al-Majid al-Tikriti foi condenado à morte por enforcamento pelo assassinato de 148 xiitas iraquianos em 1982. A execução aconteceu em 30 de dezembro de 2006. O político iraquiano foi o quinto presidente do país de 16 de julho de 1979 a 9 de abril de 2003. Em março de 2003, uma coalizão de países liderada pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido invadiu o Iraque para depor Saddam, depois que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush acusou o líder iraquiano de possuir armas de destruição em massa e de ter ligações com a Al-Qaeda. O Partido Baath de Saddam foi dissolvido e a nação fez uma transição para um sistema democrático.
 
 
 

domingo, 4 de novembro de 2012

2° Guerra Mundial - O Brasil na Guerra - O Exército Parte 2


Olá Pessoal,

Hoje vou postar a 2° parte da participação do Brasil na SG. Infelizmente as condições do Exército Brasileiro não era das melhores e não fosse a intervenção americana talvez o embarque não teria acontecido.

Foram embarcados 5 escalões rumo ao teatro de guerra europeu totalizando 25.000 homens, que foram escoltados por destroieres brasileiros e belonaves americanas até Gilbraltar sendo depois escoltados por navios de guerras ingleses e americanos pelo Mar Mediterrâneo chegando enfim na Itália.

Uma boa leitura.
Bruno Mingrone


Travessia do Atlântico



Sentia-se, por toda a parte, a campanha do quinta-colunismo contra a preparação de nossa tropa e seu embarque para além-mar, com os comentários mais desagradáveis sobre as qualidades morais e físicas do soldado brasileiro, procurando levá-los ao ridículo e ao desânimo diante dos graves riscos que os aguardavam na travessia do Atlântico. Via-se, com desalento e tristeza, o arrefecimento dos preparativos de embarque, por parte das autoridades brasileiras, e, não fora a ação providencial do General Kroner, adido militar norte-americano, junto ao seu governo e ao nosso Ministro da Guerra, não teríamos conseguido atravessar o Atlântico com a oportunidade exigida pela marcha dos acontecimentos.

O governo começava a recuar diante das suas responsabilidades para com os Aliados, pois a FEB, dias depois da partida do 1º Escalão de Embarque, ficou reduzida apenas a uma Divisão de Infantaria (1ª DIE) e mais alguns órgãos de Exército, como Depósito de Pessoal, Pagadoria Fixa, a Agência do Banco do Brasil, o Depósito de Intendência, o Correio Regulador, os Grupos Hospitalares e o Serviço de Justiça, em conseqüência da ordem de adiar-se sine die a organização das 2ª e 3ª Divisões de Infantaria, o que restringiu de muito a contribuição militar do Brasil.

O êxito da operação de embarque para além-mar condicionava-se á rapidez com que homens e material se internassem nos transportes de guerra e à manutenção de relativo segredo. Não era possível obter-se completo sigilo sobre uma operação dessa natureza, mormente quando as tropas, tendo de servir-se da Estrada de Ferro Central do Brasil e utilizar-se do Cais do Porto do Rio de Janeiro, se expunham à normal curiosidade de populares. A primeira das condições supra-enumeradas revestia a feição de um assunto de instrução militar. Já concentrada a 1ª DIE, realizaram-se freqüentes exercícios de embarque e desembarque, focalizando-se a necessidade de grande rapidez e os cuidados tendentes a evitar as acidentes. Além dessas práticas, foram ministrados conselhos e exibidos filmes, tudo objetivando convencer aos expedicionários de que qualquer indiscrição poderia redundar na perda de milhares de companheiros e, como corolário, sacrificar o êxito da Expedição. Os resultados alcançados foram brilhantes. Relativamente à obtenção do segredo, muitos foram os recursos postos em ação.

Graves e convincentes foram os motivos que impuseram a montagem de um eficiente sistema de escolta aos navios-transportes que conduziram os cinco escalões da FEB. Em razão da probabilidade de intervenção dos submersíveis contrários, destróieres brasileiros e belonaves americanas acompanhavam até o estreito de Gibraltar os navios que transportavam nossas tropas. A viagem no Mediterrâneo realizava-se com uma nova escolta de navios americanos e ingleses, contando com constante cobertura aérea. Blimpes e aviões, com bases no Brasil e África, asseguravam a cobertura desses transportes, desde os primeiros momentos da partida até o porto de destino. Completavam as medidas de segurança as bombas de profundidade dos destróieres, o próprio armamento dos transportes de guerra, o contínuo funcionamento do radar e os aviões existentes nos cruzadores americanos da escolta. Apesar de todos esses meios, eram diários os exercícios de alarma para abandono do navio e obrigatório o uso permanente de salva-vidas. As regras de segurança impunham também o escurecimento do navio, durante a noite. Com a efetivação de tal medida, todo pessoal embarcado era empilhado nos alojamentos, que se fechavam para impedir a filtração da mais fraca réstia de luz. Desagradáveis, insuportáveis quase, eram essas noites, quentes e infindáveis, vividas em compartimentos abafados e lotados até o teto. Além disso, a diferença de alimentação e a agitação do mar provocavam o enjôo em grande número de companheiros, o que tornava insuportável a vida nos alojamentos. Os freqüentes exercícios de artilharia de bordo contra alvos aéreos interessavam muito à tropa embarcada e constituíam um agradável passatempo. Para aliviar as naturais preocupações da viagem e o cerceamento da liberdade, decorrente das medidas de segurança e escurecimento do navio, os comandos dos transportes faziam exibir alguns filmes cinematográficos e executar programas variados de divertimentos, geralmente a cargo dos capelães de bordo. Alem disso, a tripulação dos transportes, desde o marujo ao comandante, esmerava-se em gentilezas de toda ordem, tudo envidando para dissipar o turbilhão de saudades e apreensões.

A FEB se desdobrou em cinco Escalões de Embarque no valor aproximado de 5.000 homens, cada um, perfazendo um total de cerca de 25.000 homens; os três primeiros constituíam a 1ª DIE e os dois últimos formavam o Depósito de Pessoal, órgão da FEB, destinado ao recompletamento dos claros. Os cinco Escalões de Embarque se deslocaram para a Itália nas condições abaixo:

                          Embarque do 1° Escalão da FEB rumo à Itália

1º Escalão de embarque: A 2 de julho de 1944, pelo "General Mann", sob o comando do General Zenóbio da Costa, tendo chegado a Nápoles em 16 de julho. Acompanhou este Escalão o General Mascarenhas de Moraes. Composição: Escalão Avançado dos Quartel General da 1ª DIE; Estado Maior da ID da 1ª DIE; o 6º RI; a 4ª Cia. e 1º Pel. de Mrt. do 11º RI; o II/1º ROAuR; 1ª Cia. do 9º BE; 1/3 das Sec. Supr. e de Man. do 9º BE; 1º Pel. do Esquadrão de Reconhecimento; a Sec. Explr. e elementos da Sec. Cmdo. da 1ª Cia. de Transmissões; a 1ª Cia. de Evacuação, o Pel. Tratamento e elementos da Sec. Cmdo., todos do 1º Batalhão de Saúde; a Cia. de Manutenção; o Pelotão de Polícia Militar; um pelotão de viaturas, uma Sec. do Pel. de Serv. e elementos da Séc. de Cmdo. da 1ª Cia. de Intendência; e elementos da FEB anexos à 1ª DIE; o Correio Regulador, o Depósito de Intendência, a Pagadoria Fixa, correspondentes de guerra, elementos do Hospital Primário, Serviço de Justiça e Banco do Brasil. Efetivo: - 5.075 homens, inclusive 304 oficiais.

Escalão de Embarque: A 22 de setembro de 1944, pelo "General Meigs", sob o comando do General Oswaldo Cordeiro de Farias, chegando a Nápoles em data de 6 de outubro. Composição: AD/1ª DIE (Estado-Maior e Bia. de Comando); o 1º RI; I/2º ROAuR; 9º BE (elementos do Dest. Cmdo., Cia. de Serviço e 2ª Cia.); grosso do I° Esquadrão de Reconhecimento; 1ª Cia de Transmissões (Sec. Extra., uma Sec. Explr. e Sec. Constr.); 1º Batalhão de Saúde (elementos do Dest. Cmdo., 1ª Cia. de Evacuação e elementos da Cia. de Tratamento); elementos da Cia. de Intendência; elementos de Depósito de Intendência; elementos dos Serviços Postal e Justiça; Cia. do Quartel-General da 1ª DIE; grosso do QG da 1ª DIE; 2º Grupo Suplementar Brasileiro em Hospitais americanos; 3º Grupo Suplementar Brasileiro em Hospitais Americanos; correspondentes de guerra e elementos do Banco do Brasil. Efetivo: - 5.075 homens, inclusive 368 oficiais.

Escalão de Embarque: A 22 de setembro de 1944, pelo "General Meigs", sob o comando do General Olimpio Falconiere da Cunha, chegando a Nápoles em 6 de outubro. Composição: 11 RI.; I/1º ROAuR; I/1º RAPC; 9º BE (Comando e Cia. de Serviço, Dest. Saúde e 3ª Cia.); Esq. de Ligação e Observação; 1º Batalhão de Saúde (Dest. Cmdo., Pel. de Tratamento e 3ª Cia. Evac.); elementos da 1ª Cia. de Intendência; QG da 1ª DIE e Cia. do QG; Depósito de Intendência; Banda de Música; 1º Grupo Suplementar Brasileiro em Hospitais Americanos; e Pelotão de Sepultamento. Efetivo: - 5.239 homens, inclusive 318 oficiais. Os efetivos transportados nos 2º e 3º Escalões de Embarque montaram a 10.375 homens.

Escalão de Embarque: A 23 de novembro de 1944, pelo "General Meigs", sob o comando do coronel Mario Travassos, chegando a Nápoles a 7 de dezembro. Conduziu o 1º Escalão do Depósito de Pessoal da FEB; Efetivo: - 4.691 homens, inclusive 285 oficiais.

Escalão de Embarque: A 8 de fevereiro de 1945, pelo "General Meigs, sob o comando do Tenente-Coronel Ibá Jobim Meireles, tendo chegado a Nápoles a 22 do mesmo mês. Conduziu o 2º Escalão do Depósito de Pessoal da FEB. Efetivo: - 5.082 homens, inclusive 247 oficiais.
Para os elementos avulsos, médicos e enfermeiras em particular, destinados às turmas brasileiras que iriam funcionar nos Hospitais Americanos, os transportes se fizeram por via aérea (Rio-Natal-Dakar- Nápoles) Efetivo: - Transportado por via aérea 111, inclusive 67 enfermeiras. Dessa maneira, aportou ao Continente europeu, em escalões sucessivos, primeira força latino-americana destinada a combater em terras de ultramar. Esta "performance" constituiu justo galardão aos esforços dispendidos e enfrentados na travessia oceânica.
 
 

Aconteceu Hoje na História - 4 de Novembro

 

É planejada a Conspiração da Pólvora - 04 de novembro de 1605


A Conspiração da Pólvora foi um complô que teve como data o dia 4 de novembro de 1605, organizado por um grupo de provinciais católicos ingleses (Robert Catesby e Guido Fawkes) para matar o Rei Jacobo I da Inglaterra, sua família, e a maior parte da aristocracia protestante, explodindo o Parlamento inglês durante a sessão de Abertura de Estado (4 de novembro de 1605). Os conspiradores tinham planejado seqüestrar os infantes reais, ausentes no Parlamento, e incitar uma rebelião no local. Esta medida pretendia ser o sinal para um grande levante dos católicos-romanos ingleses, descontentes pelas medidas penais severas adotadas contra eles, e que finalizaria com a instalação no trono inglês de um Rei controlado pelo Papa. Realizados os preparativos, o Governo descobriu a conspiração, o que acabou conduzindo à execução da maior parte dos conspiradores e serviu de pretexto para um endurecimento das medidas anti-romanas. O Complô da Pólvora foi apenas um entre uma série de tentativas de assassinato mal-sucedidas contra Jaime I. Muitos acreditam que a conspiração foi parte integral da chamada Contra-Reforma Católica. Todos os anos no dia 4 de novembro, no Reino Unido, na Nova Zelândia, África do Sul, Terranova, Canadá, São Cristóvão e Nevis, em algumas partes dos Estados Unidos e antigamente na Austrália, é celebrado o fracasso do complô, conhecido como a Noite de Guy Fawkes, a Noite da Fogueira ou a Noite dos Fogos Artificiais. A descoberta a tempo da conspiração impediu a derrocada da dinastia protestante dos Estuardo, personificada nas figuras de Jaime I da Inglaterra e VI da Escócia, e a entronização de um monarca católico, provavelmente seu filho o Príncipe Carlos, devidamente instruído nos dogmas e nos mistérios da Igreja de Roma.
 
Santos Dumont é declarado vencedor do prêmio Deutsch - 04 de novembro de 1901

No dia 4 de novembro de 1901, o brasileiro Alberto Santos Dumont foi oficialmente declarado vencedor do prêmio Deutsch após o seu voo com o dirigível N-6 em torno da Torre Eiffel, em Paris. Pelo feito, ele ganhou 129 mil francos. O concurso promovido pelo milionário Deutsch de la Meurthe, empresário ligado à exploração e ao refino do petróleo, fazia parte de uma das comemorações da virada do século. O desafio consistia em pilotar um dirigível ou aeroplano que contornasse a torre Eiffel, saindo do campo de Saint-Cloud, sobrevoando o rio Sena, o campo de Bagatelle e retornando ao ponto de partida em, no máximo, 30 minutos. No dia 19 de outubro de 1901, Santos Dumont convocou os juízes para a prova do seu dirigível. Com algumas dificuldades por conta da perda de altura e do vento, ele terminou o desafio em 30 minutos e 29 segundos. Houve uma grande discussão em torno do resultado da prova e, finalmente, no dia 4 de novembro, a comissão se reuniu no Aeroclube de Paris para avaliar o feito. Santos Dumont foi declarado ganhador da prova e o prêmio, inicialmente de 100 mil francos, foi elevado para 129 mil por conta de juros e recompensas. O brasileiro deu o dinheiro aos seus auxiliares e aos pobres de Paris. No Brasil, o presidente Campos Sales premiou o aviador com a mesma quantia, juntamente com uma medalha de ouro. A partir de então, a fama de Santos Dumont não parou de crescer e ele se tornou uma das personalidades mais conhecidas do século 20.
 
Arqueólogo Howard Carter descobre a tumba de Tutancâmon - 04 de novembro de 1922

No dia 4 de novembro de 1922, o arqueólogo e egiptólogo inglês Howard Carter descobriu a tumba de Tutancâmon (Tut-Anj-Amón), no vale dos Reis, em frente a Luxor, no Egito. Esta foi a tumba faraônica mais bem conservada e intacta já encontrada no Vale dos Reis. No dia 16 de fevereiro de 1923, Carter abriu a câmara e foi o primeiro a ver o sarcófago de Tutancâmon. Depois de catalogar este grande achado, Carter deixou a arqueologia para se dedicar à atividade de colecionador.Tutancâmon pertencia à dinastia XVIII do Egito que ficou no poder entre 1336/5 e 1327/5 A.C.. Ele não foi um faraó notável ou conhecido na Antiguidade. O tamanho relativamente pequeno de sua tumba (KV62) foi o motivo pelo qual ela não fora descoberta até o século XX, quando Carter a encontrou intacta. Sua descoberta e os tesouros achados ganharam atenção da imprensa mundial e serviram para renovar o interesse do público no Egito Antigo. Ao final, a máscara funerária de Tutancâmon se transformou na imagem de faraó mais popular nos tempos modernos.

sábado, 3 de novembro de 2012

Arqueólogos búlgaros descobrem cidade pré-histórica mais antiga da Europa

Esqueletos de um adulto e duas crianças encontrados
 no cemitério da cidade pré-histórica descoberta na Bulgária
Arqueólogos anunciaram a descoberta da cidade pré-histórica mais antiga da Europa no leste da Bulgária, onde foi encontrada também uma arcaica produção de sal, que teria sido a origem de grandes riquezas descobertas no local.
Escavações feitas no sítio, próximo à cidade moderna de Provadia, até agora revelaram os vestígios de um assentamento de casas de dois pavimentos, uma série de buracos no chão usados em rituais, assim como pedaços de um portão, estruturas de uma fortaleza e três muros de fortificação posteriores, todos com datação de carbono referente aos períodos Calcolítico (Idade do Cobre) médio e tardio, entre 4.700 e 4.200 anos antes de Cristo.
"Não estamos falando de uma cidade como as cidades-estado gregas, assentamentos antigos romanos ou medievais, mas do que arqueólogos concordam que tenha sido uma cidade no quinto milênio antes de Cristo", afirmou Vasil Nikolov, pesquisador do Instituto Nacional de Arqueologia da Bulgária, após anunciar as descobertas no começo do mês.
Nikolov e sua equipe trabalham desde 2005 em escavações do assentamento Provadia-Solnitsata, situado perto do resort de Varna, no Mar Negro.
Uma pequena necrópole também foi encontrada, mas ainda precisa ser estudada mais a fundo e poderá manter os cientistas ocupados por gerações.
O arqueólogo Krum Bachvarov, do Instituto Nacional de Arqueologia, afirmou que sua última descoberta é "extremamente interessante" devido às posições peculiares de sepultamento e dos objetos descobertos nas sepulturas, que são diferentes dos de outras sepulturas neolíticas encontradas na Bulgária.
"Os enormes muros no entorno do assentamento, que foram construídos muito altos e com blocos de pedra, também são algo que até agora não tinha sido visto em escavações de sítios pré-históricos no sul da Europa", acrescentou Bachvarov.             
Bem fortificada, com um centro religioso e, mais importante, um grande centro de produção para uma commodity específica que foi comercializada por toda parte, o assentamento de cerca de 350 pessoas encontrou todas as condições para ser considerada a mais antiga "cidade pré-histórica" conhecida na Europa, afirmou a equipe.
"Em uma época em que não se conhecia a roda e a carroça, estas pessoas arrastaram enormes rochas para construir muros enormes. Por quê? O que escondiam atrás deles?", questionou Nikolov.             
A resposta é o sal.
Precioso como ouro
A área é rica em grandes depósitos de sal rochoso, uns dos maiores no sul da Europa e o único a ser explorado até o sexto milênio antes de Cristo, disse Nikolov.
Isto é o que faz de Provadia-Solnitsata um local tão importante.
Atualmente, o sal ainda é extraído no local, mas 7.000 anos atrás, tinha uma importância completamente diferente.
"O sal foi uma commodity extremamente valorizada em épocas antigas, por ser necessário tanto para as vidas das pessoas e como um método de comércio e moeda a partir do sexto milênio a.C. até o ano 600 a.C.", explicou o cientista.
 
Restos do muro da cidade pré-histórica encontrada em Provadia, considerada a mais antiga da Europa
 
A extração de sal no local começou em 5.500 anos a.C., quando as pessoas começaram a ferver salmoura de uma fonte vizinha em estufas encontradas dentro do assentamento, disse Nikolov, citando os resultados de datação de carbono de um laboratório britânico em Glasgow, Escócia.
"Esta é a primeira vez no sul da Europa e no oeste de Anatólia que os arqueólogos encontraram traços de produção de sal em uma época tão remota, o fim do sexto milênio a.C., e conseguiram prová-la com dados arqueológicos e científicos", confirmou Bachvarov.
A produção de sal saiu do assentamento por volta do fim do sexto milênio e a produtividade aumentou gradualmente. Após ser fervido, o sal era cozido para formar pequenos tijolos.
Nikolov disse que a produção cresceu de forma permanente a partir de 5.500 a.C., quando uma carga das estufas de Provadia-Solnitsata rendia cerca de 25 quilos de sal seco. Por volta de 4.700 a 4.500 a.C., este volume tinha aumentado para 4.000 a 5.000 quilos de sal.
"Em uma época em que o sal era tão precioso quanto o ouro, você imagina o que isto significou", afirmou.
O comércio de sal deu à população local grande poder econômico, o que poderia explicar os bens em ouro encontrados em seputuras da Necrópole de Varna e que remontam a 4.300 a.C., sugerou Nikolov.
 
Fonte: Agência AFP para; http://ultimosegundo.ig.com.br

terça-feira, 23 de outubro de 2012

2° Guerra Mundial - O Brasil na Guerra - O Exército Parte 1


Olá Pessoal,

O Resumo sobre a 2° Guerra Mundial acabou, mas resolvi postar uma série de matérias sobre o desempenho do Brasil na SGM, começando pelo Exército, depois Marinha e Aviação.

Para quem acha que o papel do Brasil na SGM foi pequeno, poderá se surpreender com a ação brasileira no teatro de guerra europeu. Em termos de números, foram 25.445 soldados enviados ao front  sendo 443 baixas  e cerca de 3000 feridos, 445 missões executadas e aproximadamente 1010 toneladas de bombas lançadas.

Se você quer saber um pouco mais sobre o Brasil na SGM, postei abaixo alguns livros e o filme "Senta a pua!" de 1999. Já li todos e são ótimos, o livro "Irmãos de armas: um pelotão da FEB na SDM é mais do que recomendado e item obrigatório de leitura para quem quer conhecer mais á repeito.

  • Livros:
    Irmãos de armas: um pelotão da FEB na II Guerra Mundial, de José Gonçalves e César Campiani Maximiano. São Paulo: Códex, 2005. (O livro é um relato de caráter semi-autobiográfico. A co-autoria é de César Campiani Maximiano, doutor em História pela Universidade de São Paulo. Sem ser piegas, o livro é comovente em vários momentos.)

    O Brasil na mira de Hitler: a história do afundamento de navios brasileiros pelos nazistas, de Roberto Sander. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007. (Sem perder o rigor da pesquisa, a narrativa de Sander é tão envolvente quanto um bom romance de espionagem.)

    National Geographic Brasil: Edição Especial, nº 63-A, São Paulo: Abril, 2005. (Edição especial lançada por ocasião dos sessenta anos do término da Segunda Guerra. Traz uma coletânea dos melhores artigos sobre o assunto já publicados pela revista. Há três reportagens sobre o Brasil.) 
  • Filme:
    Senta a pua! - Direção: Erik de Castro. Brasil, 1999. (Documentário que conta a história dos pilotos da FAB durante a Segunda Guerra Mundial.)
  • Uma boa leitura a todos!!!
    Bruno Mingrone

    Atividades preparatórias da Força Expedicionária Brasileira (FEB)

     

    A 28 de janeiro de 1942, durante a Terceira Conferência dos Chanceleres Americanos no Rio de Janeiro, anunciava o Governo do Brasil o rompimento de suas relações com a Alemanha, o Japão e a Itália, por efeito de seus compromissos internacionais em face da agressão a Pearl Harbour (7 de dezembro de 1941).

    Em conseqüência desse ato, entrou o Brasil em grande atividade militar para a segurança e a defesa de suas costas, quando, ao mesmo tempo, cedia aos Estados Unidos o uso, durante a conflagração, de suas bases militares - Belém, Natal, etc.

    Tradicionalmente favorável aos Aliados, vinha a opinião pública se inflamando diante dos ataques praticados por submarinos alemães e italianos contra os nossos navios mercantes e nessas manifestações patrióticas inspirou-se o Presidente Vargas para declarar guerra à Alemanha e à Itália, em data de 22 de agosto de 1942, com a desaprovação, talvez, de alguns auxiliares diretos do Governo.

    A nossa atitude, decorrente da declaração de guerra, poderia prudentemente limitar-se à defesa das costas, à concessão das bases militares, durante o conflito em curso, e à colaboração com as forças militares norte-americanas no patrulhamento do Atlântico Sul, porque, com a atitude mais avançada, iríamos incorrer, sem dúvida, numa aventura de grandes proporções.

    O Exército não possuía nem conhecia o material de guerra moderno, as suas organizações táticas eram arcaicas, os seus serviços, deficientes. Ressentia-se o seu moral, e se ressentiu durante toda a guerra, da falta de imprescindível preparação psicológica.

    Apesar do nosso precário poder militar, decide o chefe do Governo, iluminado por uma intuição, até certo ponto feliz, que as armas brasileiras participem do conflito de além-mar, como mais um tributo de solidariedade à causa aliada. Passou então a vontade do Presidente Vargas, a prevalecer nos novos rumos de nossa política exterior. Tal prevalecimento, todavia, não se pôde afirmar com desejável plenitude, porque permaneceram em seus postos da administração pública alguns auxiliares imediatos do chefe do Governo, sabidamente contrários à participação efetiva do Brasil numa guerra ao lado das Nações Unidas.

    Desde agosto de 1943 já vinham sendo traçadas as normas, em caráter sigiloso, para a organização da Força Expedicionária Brasileira (FEB), destinada a cooperar, além-mar, tom os Exércitos Aliados na missão de destruir o inimigo comum. No dia 9 daquele mês e ano, consultado, no mesmo caráter, o General Mascarenhas de Moraes, comandante da 2ª Região Militar (São Paulo), por telegrama do Ministro da Guerra, se aceitaria o comando de uma das Divisões de Infantaria da Força Expedicionária, respondeu afirmativamente, de modo preciso e claro.

    Dias depois, tem ciência por comunicação telefônica do Ministro da Guerra, de que fora escolhido pelo Chefe do Governo, entre os generais consultados, para comandar a 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária (1ª DIE), devendo a sua designação ser feita oportunamente. A 23 de novembro de 1943 é finalmente criada a Força Expedicionária Brasileira (FEB), com três Divisões de Infantaria e elementos orgânicos de Corpo de Exército, inclusive Aviação e Órgãos de Comando e de Serviços.

    No mês anterior já se tinha dado começo à organização da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária (1ª DIE), sob a orientação do General Mascarenhas de Moraes, para esse fim designado em 7 de outubro de 1943. Ponderosas e vitais foram as razões que conduziram as nossas autoridades militares a estruturar a Grande Unidade expedicionária e seus elementos constitutivos segundo os meios, processos e tipos de organização, vigentes no Exército dos Estados Unidos e já consagrados pela experiência da guerra em pleno desenvolvimento.

    A tropa orgânica da Divisão de Infantaria Expedicionária (DIE), tipo americano, compreendia: 3 Regimentos de Infantaria, 3 Grupos de Artilharia 105, 1 Grupo de Artilharia 155, 1 Batalhão de Engenharia, 1 Esquadrão de Reconhecimento, 1 Batalhão de Saúde, 1 Companhia de QG, 1 Companhia de Intendência, 1 Companhia de Transmissões, 1 Companhia de Manutenção, 1 Pelotão de Polícia, 1 Banda de Música, 1 Destacamento de Saúde e 1 Pelotão de Sepultamento.

    Na organização da 1ª DIE foram aproveitadas, em grande parte, unidades já existentes, transformadas algumas e criadas outras. Numerosos e difíceis foram os obstáculos à tarefa de se organizar uma forrça expedicionária de acordo com os moldes norte-americanos. Há longos anos o Exército Brasileiro vinha sendo instruído por uma operosa missão militar francesa. Sua organização, seus regulamentos e seus processos de combate eram baseados na chamada "escola francesa" . De repente, quase da noite para o dia, dentro da antiga moldagem, e no quadro da doutrina gaulesa, surgia a tarefa de constituir uma Divisão de Infantaria, com a organização norte-americana. E, além disso, instruí-la e adestrá-la segundo os métodos, processos e meios norte-americanos. Somente quem nunca se viu a braços com problemas análogos pode ignorar as dificuldades, as incompreensões e choques daí decorrentes. A nova organização exigia a criação de órgãos absolutamente novos e a revisão quase revolucionária de princípios, há muito firmados em nosso meio militar. O problema consistiu em fazer sair, de um maquinismo montado à francesa, uma Força Expedicionária que funcionasse à americana.

    A 1ª DIE, contou em seu seio, desde o início, cerca de três dezenas de oficiais das armas e serviços, com certa experiência dos processos de combate e instrução adotados nos Estados Unidos, pois tinham realizado proveitos estágios em Unidades e Campos de treinamento daquele país amigo. Alguns chefes nossos, entre os quais avultam os generais Euclydes Zenóbio da Costa, Oswaldo Cordeiros de Farias e Falconiere da Cunha, estagiaram também na América do Norte, onde tiveram oportunidade de colher magníficos ensinamentos. Além de contar com este contingente para as tarefas iniciais de organização e adestramento, ainda era de inestimável valia para a 1ª DIE a visita do seu chefe divisionário às frentes de combate do provável teatro de atuação das forças brasileiras. Obra de realismo militar, essa visita produzia a vantagem de estabelecer proveitosas relações pessoais de comando, antes mesmo da chegada da tropa brasileira ao teatro da guerra.

    Nesta ordem de idéias e objetivos, o General Mascarenhas De Moraes, em data de 6 de dezembro de 1943, acompanhado de diversos oficiais, entre os quais um "Grupo de Observadores", partiu para o Norte da África e Itália. Neste último país, visitou demoradamente as frentes de combate e esteve em contacto com os mais abalizados chefes militares aliados desse Teatro de Operações.

    Somente a 28 de dezembro de 1943 é que foi publicada a designação o General Mascarenhas De Moraes para comandar a 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária (1ª DIE), em confirmação da escolha feita pessoalmente pelo Chefe do Governo, em agosto último. Retornando ao Brasil em janeiro de 1944, o General Mascarenhas De Moraes fez sentir a necessidade de tornar mais efetiva a sua ação de comando, pois urgia concentrar a tropa expedicionária na Capital Federal, subordinando-a diretamente ao seu chefe. Na segunda quinzena de março de 1944 atingia ao seu término a concentração da 1ª DIE na Capital Federal, com alguns elementos no Estado do Rio de Janeiro, ficando assim essa Grande Unidade expedicionária debaixo do comando de seu chefe próprio.

    Com a adoção da organização americana, na qual a motorização intensiva constitui a nota dominante, e em presença de um material de guerra, ate então desconhecido nos meios militares brasileiros, era natural, senão lógico, a incorporação ao nosso patrimônio profissional de preceitos regulamentares e processos de instrução bem diferentes daqueles com os quais nos habituáramos nos exercícios dos tempos de paz.

    A preparação técnica e tática da 1ª DIE começou a ser encarada pelo seu comandante com a mais séria preocupação de vencer os obstáculos que surgiam por toda a parte. Apesar da atividade dos chefes expedicionários, nos diferentes escalões da hierarquia militar, a escassez de armamento e de outros materiais de guerra prejudicou a obtenção de um nível alto de adestramento, particularmente na instrução tática. Estava previsto, entretanto, um período final de adestramento, que seria realizado no próprio teatro da guerra, o que possibilitaria melhor lucro na instrução tática das unidades. Amiudavam-se as visitas, inspeções e verificações, realizadas pelos chefes expedicionários de todos os escalões.

    A 31 de março de 1944, desfilava pelas avenidas do Rio de Janeiro a Infantaria Expedicionária, sob o comando do General Zenóbio Costa, dando uma excelente prova de seu apuro físico e de sua disciplina. A 20 de maio de 1944 realizou-se, no Campo de Instrução de Gericino (Rio de Janeiro), com a presença do Presidente da República a esplêndida demonstração de tiro real, levada a efeito por toda a Artilharia Expedicionária, sob o comando do General Oswaldo Cordeiros de Faria. No dia 24 desse mesmo mês, em homenagem ao feito de Tuiuti, desfila pela Avenida Rio Branco a 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária (1ª DIE), sob o comando do General Mascarenhas de Moraes, recebendo do Chefe do Governo e do povo as mais entusiásticas aclamações e as mais tocantes despedidas.
     
     

    quinta-feira, 18 de outubro de 2012

    Aconteceu Hoje na História - 18 de Outubro

    18 de Outubro de 1876 - Estado do Alasca é comprado pelos Estados Unidos 



    No dia 18 de outubro de 1867, o estado do Alasca foi comprado da Rússia pelos Estados Unidos por US$ 7 milhões. Este foi o penúltimo território a ser incorporado pelo país norte-americano. Ao seu redor, o Alasca conta com os oceanos Ártico e Pacífico, faz fronteira terrestre com o Canadá e está separado da Rússia pelo Estreito de Bering, que divide o extremo ponta oriental da Ásia do extremo ponto Ocidental da América do Norte.
    O descobrimento de importantes reservas de petróleo permitiu um enorme crescimentos econômico da região nas últimas décadas, apesar do isolamento geográfico e das extremas condições climáticas. Por conta do petróleo, o Alasca também já sofreu com desastres ecológicos, como o acidente em 1989, quando o superpetroleiro Exxon Valdez encalhou nas águas do Alasca e provocou uma maré negra de óleo, considerada uma catástrofe ambiental.
     
     

    18 de Outubro de 1915 - Nasce Grande Otelo, ator, cantor e compositor brasileiro

     

    Ator, cantor e compositor brasileiro, nascia no dia 18 de outubro de 1915, Grande Otelo, um dos grandes atores do Brasil. Natural de Uberlândia (MG), seu verdadeiro nome era Sebastião Bernardes de Souza Prata. O apelido Grande Otelo veio em 1932, quando entrou para a Companhia Jardel Jércolis, pioneira no teatro de revista. Durante a carreira, fez inúmeros filmes, entre eles as famosas comédias ao lado do cômico Oscarito, nas décadas de 1940 e 1950. Um dos seus trabalhos mais conhecidos é a versão cinematográfica do livro Macunaíma (1969), baseado na obra de Mário de Andrade. A cena do nascimento de Macunaíma, interpretado por Grande Otelo, é inesquecível.

    Apesar do sua característica cômica como ator, a vida real de Grande Otelo foi cheia de tragédias. Seu pai morreu esfaqueado e sua mãe era alcoólatra. Quando já tinha conquistado o sucesso, sua esposa se matou, após envenenar o filho de seis anos, que era enteado do ator. Na infância, Grande Otelo foi parar no juizado de menores, onde foi adotado pela família do político Antônio de Queiroz. No cinema, outro ponto alto da sua carreira ocorreu em 1942, quando participou do filme It's All True, de Orson Welles. Filmou também Fitzcarraldo (1982) com o diretor Werner Herzog, na floresta amazônica. A partir dos anos 60, ele foi contratado pela TV Globo, onde atuou em novelas e também na Escolinha do Professor Raimundo, no início dos anos 90. Seu último trabalho foi uma participação na telenovela Renascer, pouco antes de morrer. Grande Otelo morreu em 1993 de um ataque do coração fulminante, quando viajava para Paris para uma homenagem que receberia no Festival de Nantes.
     
     
     

    terça-feira, 16 de outubro de 2012

    2° Guerra Mundial Parte 17 - A Queda do Japão

    Olá Pessoal,
     
    Chagamos ao último capitulo desse resumo sobre a 2° Guerra Mundial, no qual falaremos sobre a queda do Japão.
     
    O tema sobre a SGM sempre foi um de meus favoritos, qualquer coisa relacionada a ela me fascina. Sejam filmes, livros, documentários...enfim tudo...rs.
     
    Sempre fico imaginado como foi ter participado desse evento, o horror que deve ter sido o medo tomando conta dos soldados sejam eles Aliados ou do Eixo, os civis vendo suas casas e cidades sendo destruídas, seus pais e filhos sendo mortos.....
     
    Bom, falando sobre esse último capitulo, ele começa falando sobre as conquistas das ilhas do pacifico pela frota americana, visto que o exercito imperial japonês já não tinha a mesma força de antes, passando pelo próprio Japão através da invasão da ilha de Okinawa chegando finalmente ao clímax com os americanos lançando as bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki causando assim a rendição do Império Japonês decretando oficialmente o fim da 2° Guerra Mundial.
     
    Boa Leitura e até a próxima.
    Bruno Mingrone



    A Queda do Japão

    Em abril e maio de 1944 os Aliados desembarcaram perto de Hollandia, na costa norte da Nova Guiné holandesa, na ilha de Wakde, a pouca distância da praia, e na ilha de Biak. Com essas posições guarnecidas, era tempo de se prepararem para o estágio seguinte, a conquista das Marianas. Havia guarnições japonesas em Saipan, Tinian e Guam, grupo esse que representava uma importante plataforma nas comunicações do Japão com o seu império no sudoeste do Pacífico. Para os americanos, as bases nessas ilhas colocariam as suas Super-Fortalezas B-29 dentro de um fácil raio de bombardeio sobre o Japão e as Filipinas.

    Reuniu-se uma frota de invasão, com 130.000 homens a bordo, que no dia 15 de junho desembarcaram em Saipan. Os japoneses haviam planejado uma operação de oposição à invasão americana. O objetivo era esmagar a frota americana entre uma força de porta-aviões avançando de leste para as ilhas, e aviões estacionados em terra voando da ilha para oeste, e quando os desembarques tivessem início a frota do Almirante Toyoda rumaria para o mar das Filipinas, nos estágios de abertura do plano.

    Em 19 de junho teve lugar a Batalha do Mar das Filipinas, com os japoneses enfrentando a potentíssima 5a Frota do Almirante Spruance. A posição japonesa estava enfraquecida pela sua inabilidade em exercer pressão sobre os americanos com aviões estacionados em terra, visto que suas forças aéreas nas Marianas já tinham sido largamente dizimadas. Assim, sofreram uma derrota retumbante. Nas duas fases da batalha, perderam quase 500 aviões e três porta-aviões de esquadra, enquanto muitos de seus outros navios eram avariados. Sua retirada eliminou qualquer possibilidade real de obstruir o subseqüente progresso americano sobre as Filipinas, e permitiu à invasão das Marianas prosseguir sem obstáculos. Os desembarques ocorreram em Guan no dia 21 de julho e em Tinian no dia 23, e embora a resistência japonesa fosse obstinada e feroz, não havia mais dúvidas quanto à conquista das ilhas.

    O alvo seguinte eram as Filipinas, cuja defesa foi conduzida pelo General Yamashita, comandante das forças japonesas vitoriosas na Malásia em 1942. Depois da captura da ilha Morotai (ao sul de Mindanao) e das ilhas Palau, em setembro, as tropas de MacArthur desembarcaram em Leyte, no dia 20 de outubro. Essa ilha encontra-se no meio do arquipélago filipino: a posse dela dividiria ao meio a defesa japonesa. Os japoneses estavam determinados a defender as Filipinas, e haviam planejado uma sedutora armadilha para a frota de invasão americana. A isca seria uma força naval, incluindo quatro porta-aviões, comandada pelo Almirante Ozawa, que navegaria para o sul partindo do Japão, na esperança de atrair a frota americana ao seu encontro. Isso deixaria vulneráveis os transportes da invasão e suas escoltas ao largo de Leyte. Para esmagá-los o Almirante Kurita subiria de Cingapura, dividindo sua força para atacar de noroeste e de sudoeste, num movimento de pinças. Para essa operação, confiou inteiramente em navios tradicionais, incluindo os maciços vasos de guerra Yamato e Musashi, com canhões de 457 mm.

    No papel parecia um esquema de ação bastante razoável, mas na prática exigia que os americanos fizessem tudo o que esperava que fizessem. Além disso, a decisão de usar grandes canhões como principal força de choque, quando os porta-aviões haviam provado sua supremacia nessa função, era um erro. De qualquer modo, as coisas deram errado para os japoneses desde o começo. A frota de Kurita foi localizada a tempo pelos almirantes americanos, que puderam se preparar, e a preocupação com a sua aproximação resultou em que não conseguissem notar a chegada da força chamariz de Ozawa - apesar de seus desesperados esforços para chamar a atenção, emitindo sinais não codificados. Em pouco tempo os porta-aviões de Halsey estavam atacando a frota de Kurita em levas sucessivas, afundando o Musashi e forçando os japoneses a recuar. Halsey considerou isso uma retirada final e, tendo finalmente sabido da aproximação de Ozawa, seguiu para o norte com toda a sua frota para enfrentá-lo. Mal zarpara quando recebeu um relatório de reconhecimento afirmando que Kurita fizera meia-volta e estava se dirigindo de novo para a batalha. Resolvido agora a destruir a frota de Ozawa, Halsey não se sentiu inclinado a crer no relatório e continuou rumo ao norte. Estava convencido de que, ainda que fosse verdade, a frota japonesa fora tão reduzida pelo primeiro confronto que a frota do Almirante Kinkaid poderia facilmente se ocupar dela sem ajuda sua. Kinkaid, por sua vez, não estava prevenido de que Halsey não deixara navio algum guardando o seu acesso norte, através do estreito de San Bernardino, e limitou-se a observar o acesso sul, o estreito de Surigao. Quando a força de Kurita chegou do sul, foi forçada a navegar em fila pela estreita passagem e, numa manobra clássica, os americanos explodiram todos os navios japoneses.

    A vitória foi completa quando chegaram notícias de que a frota norte japonesa já havia começado a atacar a pequena força que guardava os navios de MacArthur. Kinkaid enviou sinais a Halsey para que voltasse, mas Halsey continuou seu caminho. Então os japoneses, tendo eliminado a oposição à sua frente, moveram-se contra os transportes indefesos. Kinkaid emitiu novos sinais a Halsey, que finalmente voltou - mas avançara tanto, que sua chegada só ocorreu horas depois.

    Nessa altura Kurita repentinamente fez meia-volta. Mensagens de rádio interceptadas convenceram-no de que os americanos estavam prestes a bloquear sua rota de evasão, e ele precipitou-se para escapar à ameaça fantasma.

    A Batalha do Golfo de Leyte estava, milagrosamente, terminada. Fôra o maior conflito naval de todos os tempos, em termos de número de navios envolvidos. Embora os navios de guerra japoneses tivessem escapado, seus porta-aviões (da frota de Ozawa) foram, os quatro, afundados, e essa perda anunciou o fim do poderio marítimo japonês. Eles tinham, porém, utilizado pela primeira vez uma arma nova, quase impossível de ser enfrentada: o vôo suicida camicase, que iria causar muitas vítimas.

    No Natal de 1944, a resistência japonesa na ilha Leyte terminou, e em 3 de janeiro de 1945 uma frota americana de 164 navios zarpou do golfo de Leyte para efetuar desembarques na principal ilha filipina, Luzon. Em 8 de janeiro esses desembarques foram realizados, no golfo de Lingayen, ao norte de Manila, e logo forças americanas estavam avançando para o sul, rumo à capital. Em 4 de março, após combate corpo a corpo nas ruas, Manila estava nas mãos dos americanos, enquanto a península de Bataan e a ilha de Corregidor (ambas cenário de derrotas americanas anteriores) tinham sido capturadas.

    Restavam dois degraus, agora, entre os americanos e o Japão: as ilhas de Iwo Jima e Okinawa. Iwo Jima, oferecendo bases de bombardeiros tão distantes de Tóquio quanto as bases das Marianas, foi dominada primeiro. Essa ilha, com 6,5 km de comprimento, estava defendida por uma forte guarnição de 25.000 homens, que se haviam entrincheirado muito bem. O Almirante Spruance, comandante da operação, desencadeou um pesado bombardeio aéreo e naval antes de por os marinheiros em terra firme no dia 19 de fevereiro, mas ainda assim os americanos sofreram 2.500 baixas nesse dia. Após um selvagem combate, a resistência cessou em 26 de março. As perdas americanas subiram a 26.000, mas a guarnição japonesa lutou literalmente até a morte, restando apenas umas poucas centenas de homens, que foram feitos prisioneiros.

    Em Okinawa os japoneses haviam organizado uma força de 110.000 homens. Era uma ilha muito maior, com terreno acidentado, e mais uma vez as posições japonesas estavam profundamente fortificadas. Okinawa, quase eqüidistante de Formosa, Japão e China, era um desejável objetivo estratégico, mas os americanos perceberam que precisariam empregar uma força enorme para tomá-la. Campos de pouso no Japão foram atacados antes da invasão, a fim de minimizar a ameaça das forças aéreas japonesas, e mais de 250.000 homens foram reunidos.

    Em 1o de abril ocorreram os desembarques na costa oeste; em seguida os americanos rumaram para o sul da ilha. Surpreendentemente, a interferência japonesa foi mínima, e foi muito fácil estabelecer uma cabeça-de-ponte na praia. No dia 3 a ilha fora atravessada, mas um movimento ao sul provocou uma firme oposição. Centenas de aviões camicase acometeram os invasores - até o navio de guerra Yamato, em 6 de abril, foi enviado sem combustível para uma viagem sem retorno, numa insípida missão suicida, que culminou com a sua perda e com baixas apavorantes.

    As forças americanas então avançaram para o norte e o sul. No dia 19 de abril foi desferido um ataque de peso contra posições japonesas ao sul, mas os defensores estavam bem entrincheirados e os atacantes sofreram consideráveis baixas para poucos ganhos.

    Os japoneses estavam ficando impacientes. Depois de obedecer rigidamente à determinação de manter uma defesa obstinada, desencadearam uma contra-ofensiva no começo de maio. Conseguiram penetrar as linhas inimigas, mas tiveram uma perda de 5.000 homens. No começo de junho tinham sido forçados a descer para o extremo-sul da ilha, e no meio do mês, após um vasto emprego de lança-chamas, conseguiram abrir uma brecha. Nessa batalha os japoneses utilizaram grande quantidade de ataques camicase e lutaram com terrível determinação, mas, significativamente, a proporção de soldados que acabou se rendendo no final foi muito maior. Suas perdas foram de 110.000 homens contra 45.000 dos americanos.

    Enquanto as operações de limpeza da área prosseguiam em vários pontos, o Japão era submetido a um maciço bombardeio americano, que começou em outubro de 1944, das Marianas. Embora isolados de abastecimentos essenciais, e com sua produção de guerra dizimada, o país se recusou a capitular nos termos incondicionais dos Aliados. Finalmente, recorreu-se às novas bombas atômicas: uma foi lançada sobre Hiroxima em 6 de agosto, outra em Nagasáqui no dia 9. A 2 de setembro, a bordo do navio de guerra americano Missouri os japoneses capitularam.